APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores)

A APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores), criada em 03.2010 em Santa Cruz -RN, existe para congregar amantes da cultura, apologistas e produtores da arte da palavra.


quinta-feira, 30 de junho de 2011

FRASEOLOGIA DA CRISE - J. Luz


Na fauna política potiguar, existem bacuraus, araras, tucanos e borboletas.
No governo da borboletinha, alguns desses animais não foram convidados e estão se comportando como predadores.
As ruas de Natal têm mais buracos do que tábua de vendedor de pirulitos.
Como existem muitas ervas daninhas nos jardins da Câmara Municipal, a borboleta vem fazendo voos distantes deste cenário.
A borboleta ainda sobrevive porque voa, se ela andasse já teria se despetalado toda nos incontáveis buracos de Natal.
Parece que os buracos são tão grandes que o orçamento não dá conta de tapá-los.
Aqui, pela primeira vez, a oposição vem sendo fortemente exercida por uma coligação de buracos.
Em Natal, a retórica morna dos políticos não é capaz de perturbar o voo de uma borboleta.
As chuvas em Natal têm contribuído bastante para impedir voos maiores das borboletas.
Está se travando uma batalha de morte entre borboletas e mosquitos nas galerias, canteiros e buracos da Capital.
Os prédios públicos municipais viraram verdadeiros casulos verdes de borboletários.
Quem não tem borboleta se contenta com a rosa.
Onde há borboletas geralmente há morcegos.
Todo buraco é digno de um nome.
Alguns políticos potiguares vivem de surfar aqui, mas na hora do tsunami estão todos no planalto de Brasília.
Céus de nuvens escuras tornaram-se um terror para as borboletas e as rosas.
Mais vale uma borboleta na rosa do que duas governando.
Mais valem mil borboletas voando do que uma no poder.
Uma borboleta só não faz verão.
Toda rosa tem sua borboleta, e toda borboleta tem sua rosa.
Uma borboleta vale o quanto pesa, uma rosa vale o quanto cheira.
Procura-se um jardineiro fiel para cuidar bem das rosas e borboletas nestes dias de tempestades nos jardins da política.
Palavras de borboleta: Quem não tem sequer um buraco, atire a primeira pedra.
Todos os dias se batizam novos buracos em Natal.
A buracologia é arte de estudar a natureza, a estrutura e o funcionamento dos buracos.
A buracocracia é a arte de administrar as fendas, lacunas e buracos orçamentários dos governos.
Petiscar, atucanar, demonizar, rosetar e borboletar são verbos conjugados apenas na gramática política.
O partido verde das borboletas vem amarelando ao passar das estações.
Uma borboleta só não resiste a um verão.
Em Natal está difícil encontrar um sem-buraco, todos já adquiriram um ou mais buracos.
Tem buracos em Natal que o turista já pensa que são obras do metrô da Copa.
Os entulhos do estádio Machadão devem ser aproveitados no tapamento dos buracos da cidade.
Muitas crianças perguntam aos pais se os buracos de sua rua são pegadas de dinossauro.
Um turista pergunta: Quanto tempo gasta para ir a este endereço? O taxista responde: Depende da quantidade de buracos das ruas.
A rua que só tem um buraco vive em festa.
As borracharias de Natal estão faturando alto com as vítimas dos buracos.
Com tantos pneus furados, o partido verde está prestando um desserviço ao meio-ambiente.
Informação da NASA: Está ocorrendo chuva de meteoros na Capital potiguar.
Uma administração pública é avaliada pela quantidade de buracos que pode produzir ou pode tapar.
Na verdade, o maior problema público do Brasil é buraco.
Gestor que faz um buraco, faz mil.
Quando uma borboleta voa não se sabe a direção que ela toma.
É crime ecológico criticar a imagem de uma borboleta?
Numa atitude antiburaquiana, é preciso criticar o parodiável discurso borboletista de Natal.

CADÊ A HISTÓRIA? - Professor Ribeiro

Cadê o coreto que estava em frente à igrejinha, que olhava para o
Cruzeiro, que sustentava a Cruz do Inharé, que guardava as armas da rixa das famílias que deram origem à Santa Cruz do Inharé, que perdeu o nome para Trairi, e que por seu turno acabou também perdendo o Trairi?
Cadê aquela caixa dos Correios instalada na parede da sede da Prefeitura Municipal, que cedeu lugar para a Câmara Municipal, situada vizinha à Cooperativa, que olhava para a Praça onde estava o “Bar do Ponto”que abrigava de Dnaniro Moura a Doutor
Ferreirinha, no Café do Galego?
Cadê aquelas trepadeiras que davam sombra aos estudantes que
olhavam para os “fixus”plenos de “lacerdinhas”?
Cadê a quadra de areia onde se jogava vôlei e a outra de cimento onde Monsenhor Émerson Negreiros – irmão de Sanderson - promovia lutas de boxe com os meninos do Pré-Seminário?
Cadê a casa dos Ferreira de Souza que foi demolida pelo Banco do
Brasil para dar lugar a uma Agência que fica em frente à casa dos Balelê,
única peça que restou do conjunto arquitetônico da Praça Ezequiel
Mergelino?
Cadê as Usinas de descaroçamento de algodão que forneciam
matéria-prima para a fabricação do “Óleo Benedito”, que foram
“engolidas” pelo bicudo que expulsou o homem da terra?
Quem hoje sabe a origem do nome da Rua Cosme Ferreira Marques?
Cadê a Casa Grande que ficava ao lado do riacho das Caibreiras,
que fora cuidada por quase cem anos e destruída com algumas gotas
de óleo queimado de carro, que abrigava os versos e sofria ao som da poesia
do escoteiro Cosme Marques, que pouca gente sabe da existência do seu livro?
Cadê Márcio Marques, poeta da frente da casa de dona Noca, onde a
gente esperava as meninas da Escola Normal que encantavam com o coral de
Marlene, Odaíres – entre outras?
Cadê a História, a Vida, a cidade de Santa Cruz, quase desaparecida
pelo arrombamento do açude novo?
Cadê a Festa do Natal e Ano Novo com os pastoris? Cadê o AZUL
brigando com o ENCARNADO tendo a Diana como a mediadora?
Cadê a Festa de Santa Rita de Cássia com o Parque São Luiz? Com
as barracas?
Cadê o resplendor da Santa que desapareceu misteriosamente como
em “Pedra sobre pedra”? Onde foram desmanchar os gramas de ouro e
as pérolas que ornavam a cabeça de Santa Rita de Cássia?
Cadê “seu”Meireles gritando com suas jumentas como se fossem gente?
Cadê o São João dos Cury?
Cadê o Santo Antônio da Escola Normal?
Cadê o banho na piscina natural do Umbuzeiro?
Cadê o leilão de Santa Rita de Cássia com os gritos de Mane da Viúva?
Cadê Santa Cruz do Inharé?
Cadê a Tradição?
Cadê a História?

Professor Francisco de Assis Dias Ribeiro

A crônica acima foi extraída da obra inédita LITERATURA SANTACRUZENSE, da autoria de Nailson Costa, e vem acompanhada das seguintes considerações:

RIBEIRO: UM CRONISTA DE TRANSIÇÃO

Francisco de Assis Dias Ribeiro, Professor Ribeiro, como era conhecido, nascera em 22 de julho de 1940, na cidade de Santa Cruz. Fora aprovado em primeiro lugar no vestibular de 1981, primeira turma do curso de Letras de sua cidade. Não o concluíra, pois falecera no dia 14 de agosto de 1984. Era o referencial da palavra escrita ou falada, literária ou não, na década de 70, não só em Santa Cruz, como em toda a Região do Trairi. Publicou uma monografia sobre os 66 anos da elevação de Santa Cruz à categoria de cidade em 1980. O professor não era dado aos questionamentos sociais em sua arte.
A crônica abaixo está longe de ser considerada um exemplo de texto de engajamento social. Todavia, podemos observar que já não há mais o exagero do elogio aos aspectos físicos e naturais da cidade, como demonstramos ter observado nos vários hinos dos poetas locais das gerações anteriores. No próprio texto percebemos as suas muitas inquietações, reveladas pelo uso repetido de indagações. O texto sugere a angústia do autor em constatar a rapidez com que o tempo (ou o capitalismo em nome do progresso?) dissolve as colunas das tradições que davam sustentação às suas fantasias. O texto, de modo sutil, insinua que alguém é culpado pela destruição das tradições. E, mesmo fazendo a defesa da memória da cidade, mesmo sentindo saudade do seu passado, o autor ergueu a sua voz contra algo que lhe incomoda.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

ENTREVISTA COM HÉLIO - sobre o Forraço 2011

O primeiro lugar do Forraço 2011 ficou para Rebeca com a composição que vocês podem conferir abaixo:



Entrevistei a Hélio Crisanto, nosso conterrâneo, que participou do Forraço 2011 e ficou em uma colocação significativa.

GILBERTO: Hélio, intimamente como você se sentiu nessa finalíssima do Forraço 2011? O que significou ter chegado até esse ponto?


Hélio: Chegar a uma finalíssima do Forraço, tem sido motivo de muito orgulho para mim, levando em conta que essa é minha quinta participação e minha terceira final, estava tranquilo e confiante numa boa apresentação, o que no meu entender a fiz, atingindo uma quinta colocação honrosa, pois quem presenciou o evento sabe muito bem do nível dos competidores. Quero exaltar também o meu parceiro, maestro Camilo Henrique, que com a sua musicalidade tem dado beleza as minhas letras.


GILBERTO: Que músicas foram vencedoras?

Hélio: 1º lugar: Rebeca Ribeiro – Caminho do Sertão – 2º lugar - Santana do Matos meu torrão amado – Ivando Monte e 3º lugar – Luar do meu céu – Marcos Antonio de Carvalho


GILBERTO: Como você se sentiu quando o resultado foi anunciado?

Hélio: me senti tranquilo como sempre, e feliz pelos meus amigos vencedores, pois fiz grandes amizades nesses festivais que já participei, entendo que na música não há perdedores, e o Forraço pra mim é um momento de alegria e confraternização com essa classe artística.


GILBERTO: Como ocorreu na fase anterior, os músicos cometeram falhas na execução de sua música?

Hélio: Sim, a execução não saiu da forma como planejei, porém, entendo perfeitamente, são músicos profissionais (os melhores do estado), mas com apenas um ensaio, é quase impossível sair um trabalho perfeito.


GILBERTO: Houve alguma injustiça nesse último julgamento, algo que o deixou insatisfeito relativo à escolha ou rejeição de alguma música?

R: na minha concepção não, na mesa julgadora tinha pessoas altamente qualificadas e idôneas, como Roberto, presidente da ordem dos músicos do RN, e Roberto Lima, grande músico e compositor, entre outros.


GILBERTO: Se pudesse, que mudanças sugeriria para o próximo Forraço?

Hélio: Uma das reinvidicações, não só minha, mas de grande parte dos participantes, é que este festival possa ser também apresentado no interior do estado.

GILBERTO: Que palavras tem a dizer a todos que torceram por você nessa fase de expectativas?

Hélio: pelo número de ligações que recebi momentos antes do festival, pude perceber a quantidade de pessoas que estavam na minha torcida, amigos, familiares, enfim, agradeço de coração a todos, e os que torceram contra, paciência, não tenho a pretensão de querer agradar gregos e troianos.


GILBERTO: Participará do próximo Forraço?

Hélio: Olha quem sabe, com essa idéia da interiorização do festival (risos), até já estou trabalhando algumas novas composições.

terça-feira, 28 de junho de 2011

O LENHADOR, O GATO E O TÉDIO - Marcelo Pinheiro

Severino era um velho lenhador que costumava ir à floresta todos os dias,
antes do raiar do sol. Trabalhava duro para sustentar sua família de cinco
filhos pequenos e Sossego, um gato que passava o dia deitado e comendo
carne fresca.

Já era tardinha quando Severino chegou de volta a casa onde morava
depois de mais um dia extenuante de trabalho. Olhando para o gato que
dormia preguiçosamente debaixo de um tamborete lhe veio à vontade
desabafar:

- Vida boa..., são cinco e meia da tarde e você aí, dormindo com a barriga
cheia de carne. Não precisa cortar lenha para sustentar os filhos. Isso é
que é vida.

O gato abriu os olhos ainda com preguiça e falou:

- Que nada! O ócio tem seu alto preço. Ele nos torna íntimos do tédio,
disso eu posso te falar com propriedade, e não há nada pior do que pensar
que a vida não tem sentido algum. Seu trabalho ao menos lhe dá a ilusão
de que, apesar de fatigante, é compensador. A madeira que você derruba
vai virar casas, móveis, instrumentos musicais... E eu, para que existo?

Sem dizer uma palavra, o lenhador saiu já esperando o dia amanhecer
para ir novamente trabalhar. Não queria ter tempo para sentir que sua
vida não tinha sentido algum.

Marcelo Pinheiro.

Sobre O GRANDE ENCONTRO DO CANGACEIRO JESUINO BRILHANTE COM O CABO PRETO LIMÃO - Dr Epitácio Andrade


O Dr Epitácio de Andrade Filho – Autor de A Saga dos Limões – “Negritude no Enfrentamento ao Cangaço de Jesuíno Brilhante”, nos enviou:

CANGAÇO E NEGRITUDE

Depois de fantásticas incursões cordelísticas pelo universo do cangaço, com a publicação de “O Delegado que Virou Cangaceiro”, em março de 2008, e “Jesuíno, o cangaceiro Brilhante”, em maio de 2009, o Poeta Paraibano Gil Hollanda lança “O Grande Encontro do Cangaceiro Jesuíno Brilhante com o Cabo Preto Limão”, que tematiza a interface do fenômeno do cangaço com o resgate histórico da negritude sertaneja.

Com leveza e firmeza, com suavidade e argúcia, a genialidade poética de Gil Hollanda vai construindo, em sextilhas de cordel, esse “Grande Encontro” que corresponde ao maior conflito cangaceiro já ocorrido no Oeste do Rio Grande do Norte e fronteira paraibana, envolvendo o bando de Jesuíno Brilhante e o segmento étnico representado pela família Limão.

Minimizada nas abordagens da literatura sobre a história do cangaço, o presente cordel contribui para reparar hiatos presentes na descrição da negritude do sertão, quando afirma sua resistência ao recrutamento forçado para a Guerra do Paraguai (1865-70), a participação na Insurreição dos Quebra-quilos (1874-75) e o enfrentamento ao cangaço de Jesuíno Brilhante (1871-79).

A epopéia Brilhantes versus Limões, ocorrida nos territórios feudais sertanejos do Brasil imperial, está sintetizada nos versos do “Grande Encontro”, de Gil Hollanda. Deliciemo-nos, pois, com sua leitura.


O GRANDE ENCONTRO DO CANGACEIRO JESUINO BRILHANTE COM O CABO PRETO LIMÃO - autor: Gil Hollanda


Pra quem estuda o cangaço

Agora eu vou contar

Em sextilhas de cordel

Um encontro de lascar

Que aconteceu no sertão

Do Oeste potiguar.


Foi no tempo do império

Bem antes de Virgulino

Em dezoito e sete e nove

Que o cangaço nordestino

Tem datado em sua história

Esse confronto assassino.


Trata-se do grande encontro

Do Cabo Preto Limão

Com Jesuíno Brilhante:

Um herói, outro vilão

Ou um vilão, outro herói?

Eis a tal da discussão.


JESUINO BRILHANTE

Meu nome é Jesuino

Sou Brilhante, sim senhor!

Conhecido no sertão

Como um nobre vingador

Que assim como Robin Hood

Do pobre sou defensor.


PRETO LIMÃO

Esta é sua versão

Seu ‘amarelo assassino’

Pra querer ser um herói

Mas agora eu lhe ensino

O bê-á-bá dos limões

Que aprendi desde menino.


JESUÍNO BRILHANTE

Já começa o atrevimento

Nem se apresenta sequer

E quer logo entrar na história

Só falando o que bem quer

Diga primeiro quem é

Pois eu não sou um qualquer.


PRETO LIMÃO

Eu sou o Cabo José

O Cabo Preto Limão

Sento praça na polícia

Com esta arma na mão

Sou a vingança e a justiça

Dos negros deste sertão.

JESUINO BRILHANTE

Qualquer negro na polícia

É somente um pau mandado

A serviço do poder

Conservador deste Estado

Justiça aqui não existe

A não ser do meu ‘bargado’.


PRETO LIMÃO

Este sertão não é seu

Aqui a lei é do cão

Não se esqueça que sou livre

Mesmo em plena escravidão

Estou aqui pra vingar

A morte de mais um irmão.


JESUINO BRILHANTE

Por vingança aos limões

No cangaço eu entrei

O seu irmão Honorato

Fui eu mesmo que matei

Mas por suas desavenças

Fiz valer a minha lei.


PRETO LIMÃO

Que lei é essa, seu cabra?!

A lei de um cangaceiro

Foragido da polícia

Que se diz ser justiceiro?

Vou lhe mostrar agora

Quem manda neste terreiro

[...]

Para ler o cordel na íntegra, clique em

segunda-feira, 27 de junho de 2011

JOÃO TRABALHADOR (Hugo Tavares Dutra)



Trabalha João
João trabalhador
Trabalha João
João trabalhador

Acorda João
Seja voce
Seja o dono
Do que muito te custou
Acorda João
vamos fazer
Uma reforma
No teu modo de viver

Teu pensamento
Não é do da tua mente
Teu olhar tão inocente
Ainda não reparou
Que tua vida é tão vil indiferente
Vida que não é de gente
Vida que desmoronou

João planta roça, mas não come da farinha
João vive torto, mas tem que andar na linha
João faz milagres, constrói barco, avião,
Bicicletas, faz estradas, mas anda na contramão
João é disposto, é um bicho, um leão
É livro escancarado, mas não sabe a lição.

3 Cantadores e Uma Viola

No dia 25.06.2011, o programa APOESC Em Canto e Verso contou com a presença dos violeiros Chagas Rodrigues, Sargento Luciano e Domingos Matias, aqui apresentados na ordem em que aparecem na foto acima. Eram 3 cantadores e apenas uma viola.
Domingos Matias, o que aparece com o instrumento, já ganhou troféus em cerca de cem festivais.
Sargento Luciano, além de excelente repentista, é um apaixonado pela cantoria, à qual pretende dedicar-se. Ele e Domingos estavam em nossa cidade à procura de um lugar onde pudessem fazer uma apresentação. Encontrei-os por acaso quando me dirigia à Santa Rita FM.
Nosso conterrâneo Chagas Rodrigues conseguiu lugar para apresentação na casa de Ascendino Coleta, no bairro Paraíso.
Domingos Matias lamentou o fato de há dois anos não termos em Santa Cruz o tradicional Festival de Viola. No último deles, Domingos foi o grande vencedor. É admirável a sua capacidade de improviso. O verso flui com leveza e precisão.

Beijo Roubado - Alessandro Nóbrega


BEIJO ROUBADO

Em um toque furtivo

De um movimento magiamoroso

Não me contive

No

Quedar

Daquela

Gota de mel

Em favo que

Se rompia.

A mim,

Meliante apaixonado,

Só restava sorvê-la

Em rápido

E preciso movimento

Brevidade eterna e silenciosa

De desejo e prazer

De um arlequim

Em festa de debutante.

domingo, 26 de junho de 2011

Homenagens a Hélio Crisanto


Parabéns, Hélio Crisanto
Você fez por merecer
Mais uma vez no Forraço
Tu procurastes vencer
Com seu talento e canto
Sua música é um encanto
Que dar um grande prazer.

Mas não é só de prazer
Pois emite uma tristeza
Toda aquela melodia
Com a sua sutileza
Triste e muito revoltada
Que já se mostra cansada
É nossa mãe natureza.

Se nossa Terra afundar
Afundaremos também
Não sei como o ser humano
Trata mal e sente bem
Maltratar a mãe natura
Não é uma boa aventura
Que a ser nenhum convém.

João Maria de Medeiros - o Poeta Cidadão


Parabéns,Hélio Crisanto
Você é um poeta de aço
por isso com muita glória
está na final do Forraço.

Roberto Flávio

Hélio Crisanto, com certeza
É um talento de primeira
Sempre estar qualificado
Para Santa Cruz representar

Não importa se no Forraço
Ou em outro evento cultural
É a força do artista
Que estar marcando espaço

Se a vitória vier
Que seja bem-vinda
Pois glórias e triunfos
Sempre são bem recebidos

Pelos feitos artísticos
Coroa de flores e prêmios
A dupla Hélio Crisanto
E Camilo Henrique

Francisca Joseni dos Santos

Parabéns a Hélio Crisanto
por mais uma apresentação
com a tamanha qualificação
se vencer não causa espanto.

Santa Cruz está representada
e nisso estou tranquilizado
é um talento puro do estado
que a vitória seja consagrada.


Toda a nossa região
Está por você torcendo
Porém eu já estou vendo
Você sendo o campeão
De todo o meu coração
Esse é meu maior desejo
Receba o nosso cortejo
Com incentivo e abraço
Na final lá do Forraço
Vate, cantor, sertanejo.

Por Adriano Bezerra