APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores)

A APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores), criada em 03.2010 em Santa Cruz -RN, existe para congregar amantes da cultura, apologistas e produtores da arte da palavra.


domingo, 31 de julho de 2011

AUTORRETRATO - Alessandro


AUTORRETRATO

Há de se fazer uma poesia

sem que se escreva e apague tantas vezes

no papel em branco.

No final, não só lhe reste

um palimpsesto,

em que de perto se torne um anagrama

e de longe um autorretrato.

Há de se fazer uma poesia de

um único fôlego

mas que não seja piegas.

Sem rasuras, sem arrependimento.

Em um só traço

Linha reta

Poesia sem digital

Não esta, que tantas vezes refiz

Pois não era para ser clara, limpa, sem fresta

Mas egoisticamente

imagem de poeta.

Alessandro Nóbrega

sábado, 30 de julho de 2011

SE NÃO QUERES - Antoniel Medeiros


SE NÃO QUERES

Que me queiras por amor:
No coração.
Se não queres por amor
Que seja por paixão:
Com emoção.
Se não queres por paixão
Que seja por tesão:
Sem cena.
Se não queres por tesão
Que seja por pena:
Por clemência.
Se não queres por pena
Que seja por carência:
Por amor.

Antoniel

MATÉRIA EXTRAÍDA DO BLOG DO VEREADOR LUCICLÁUDIO

Na noite desta sexta-feira, dia 29, a Casa de Cultura de Santa Cruz foi palco de um belo momento cultural. Além do lançamento do livro de autoria do Psiquiatra a Escritor Epitácio de Andrade Filho, tivemos um recital comandado por Gilberto Cardoso e Hélio Crisanto além de músicas de qualidade na voz de Hélio. Para variar o repertório, tivemos apresentação de dança dos alunos do Projeto Cidadão do Amanhã.

Parabéns ao Dr. Epitácio pela obra que aborda o cangaço no RN, parabéns a APOESC e a Casa de Cultura que deram um show de organização nesse evento rico pela qualidade cultural e parabéns a Graça Crisanto que deu uma bela palestra abordando o preconceito nos dias de hoje.








Quem não pode prestigiar o evento perdeu, pois os amantes de cultura se saciaram na beleza de um evento de qualidade.




NOSSAS CONSIDERAÇÕES:

Nobre vereador Luciclaudio,

Ficamos profundamente alegres com sua presença na reunião de ontem. Se apenas isso houvesse ocorrido,
já estaria de bom tamanho. Todavia, ao abrir seu blog nesta manhã, nos deparamos com mais um motivo para elogiá-lo. Com certeza a sua presença bem como a de Adriano Bezerra, seu eficiente assessor, muito contribuíram para o sucesso do evento. Você, melhor do que ninguém, sabe do estado caótico em que vivemos no que concerne à cultura. Suas palavras reproduzem bem o sentimento dos membros da APOESC e de todos que marcaram presença nesse encontro significativo.

Obrigado, vereador!

Gilberto Cardoso dos Santos.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

A minha ilha, a Guadalupe - Joelle Legrand






A Guadalupe, ilha mais vasta das Pequenas Antilhas,a mais bonita também ,
estira as suas asas de borboleta entre o Oceano Atlântico e o mar das Caraíbas


Karukera (a ilha das belas águas), como é chamado em crioulo,é para o pintor um sonho em verde
espalhado com notas de orquídeas, de ibiscus ....
Dominada pelo vulcão Soufrière,ela oferece uma multidão de paisagens e surpreende pela diversidade dos seus sitios naturais .
Em alguns momentos, passa-se do azul turquesa do mar ao verde da floresta tropical,das longas praias de areia branca à uma decoração selvagem varrida pela ondulação do oceano. Ao encanto das pequenas casas coloridas opõe-se a elegância das luxuosas residências crioulas .
Na variedade geográfica acrescenta-se a variedade da população , real mosaico étnico consistiu em índios, pretos , brancos e mulatos.
Guadalupe, colónia francesa desde 1635 tornou-se um departamento francês em 1946 . É assim que no seguimento da mutação do meu pai nestes céus luxuriantes, tive o imenso privilégio de passar lá a minha infância e a minha adolescência. Foi lá que construí-me através da cultura francesa e crioula .

Mas, esta ilha seria apenas uma bonita carta postal sem a gentileza dos seus habitantes e sem esta arte de viver onde a festa, a música e a dança ocupam um grande espaço .
Seguidamente, era o regresso na França….período doloroso em que senti-me desenraizada e onde realmente compreendi o sentido da palavra "exílio".

TÓPICO DE MOTES


Odete, Adriano, Lindonete e creio que alguém mais sugeriram que fosse criado um tópico em que os amantes da poesia rimada tivessem oportunidade de se expressar com base em motes aleatoriamente sugeridos. Tal sugestão nasceu com base no tópico campeão de comentários, o LIMITAÇÕES: http://apoesc.blogspot.com/2011/06/limitacoes-lindonete-camara.html

Aqui vai uma primeira sugestão:

NESTE BLOG CAMPEÃO
A CULTURA É PREMIADA.

Saí procurando motes
no Google hoje os busquei
porém o que encontrei
me fez dar grandes pinotes
pois encontrei uns pacotes
de sites de cachorrada
de motes não tinha nada
mas moteis vi de montão
Neste blog campeão
a cultura é premiada.

"Motel Lindo" eu encontrei
na busca que empreendi
e excitado me senti
quando em tal site entrei
mas em seguida murchei
com a importância cobrada
por uma simples... noitada
prefiro, pois, meu colchão
Neste blog campeão
a cultura é premiada.

Estrofe de Hélio:

Venha brincar de poesia
Neste salão virtual
Venha animar nosso astral
Trazendo encanto e magia
Adriano, João Maria
Odete está convidada
Aqui vou dando a largada
Quem quiser faça adesão
NESTE BLOG CAMPEÃO
A CULTURA É PREMIADA


Outras de Gilberto:

Convoco a Teixeirinha
esse prosista brilhante
e a Marcos Cavalcanti
para entrarem na rinha
façam uma estrofezinha
arriscar não custa nada
tentem dar uma rimada...
rimem só por diversão
NESTE BLOG CAMPEÃO
A CULTURA É PREMIADA

Estarão nos comentários
os versos que forem feitos
perfeitos ou imperfeitos
incríveis ou ordinários
façamos posts diários
de forma bem-humorada
parabéns para a moçada
que atendeu à petição
NESTE BLOG CAMPEÃO
A CULTURA É PREMIADA

quinta-feira, 28 de julho de 2011

A PRIMAVERA ( Maria Suerleide de Medeiros)


Se olhares ao seu redor
Verás a primavera
As flores, violetas, brancas
E também amarelas
Dão um testemunho vivo
Do grade Deus que cuida delas

Uma mão invisivel zelosa
Que a natureza pinta
Mostra que é bem vinda
a estação maravilhosa

Abra a sua vida e olhos
Para a primavera
Não para uma prima qualquer
Não para uma vera qualquer
Mas abra a sua sensibildade
Para a primavera que está entrando
Pelas suas narinas, a toda velocidade

quarta-feira, 27 de julho de 2011

UM POEMA EM DESATINO (Jair Eloi de Sousa)



Nos reflexos suaves das luzes que me cercam,
Quadros, paredes, bancos, fatos nunca deixam,
Sem uma mera ironia
Para fazer conclamar minhas poesias

Não sei se paro pro tempo
Ou se o tempo para pra mim,
Poesia em desatino faço assim,
Talvez porque seja eloquente

Vejo os povos, as multidões, o mundo inteiro,
Proclamar greves, protestos e guerras,
Chega-se a imaginar; os homens são flibusteiros...

Lutam até contra o espaço, fazem de tudo na terra,
Mas, a inveja é grande, acabam na hipocrisia,
São sábios do próprio tempo, são monstros da idolatria

segunda-feira, 25 de julho de 2011

NEM TUDO O QUE RELUZ É OURO - Lindonete Câmara



Estamos vivendo num mundo cada vez mais consumista, de aparências e de muitos
enganos. Nunca se viu tanta facilidade para comprar e vender. Produtos aos milhares estão
disponíveis no mercado eletrônico e nos mercados da vida. Costumo dizer que “antigamente”
existiam dois tipos de produto: um destinado aos possuidores do capital, e outro destinado
aos detentores da mão de obra assalariada. Ou seja, existia o produto de boa qualidade para
os ricos e àquele sem qualidades especiais para os pobres. Não existiam tantas mercadorias
intermediárias. Hoje há uma infinidade de brilho, bijuterias, piratarias, falsificações e réplicas
tomando conta de tudo. Produtos para todo bolso e gosto. Mistura da moda internacional e
nacional saem das passarelas e vão para os desfiles das ruas.
Estamos inseridos num grande e diversificado intercambio de aparências e
superficialidades que até nos deixam maravilhados. Quanta ilusão!
Nessa hipócrita sociedade o TER vale mais que o SER. Infelizmente, ainda para muitos,
para ser bem aceito e respeitado não basta apenas SABER ou ser íntegro. É preciso possuir
bens materiais, usar produtos de grifes, andar num carro novo (que não seja de motor 1.0) e
TER status.
Estejamos atentos para o que está além do brilho. Às vezes há correspondência
entre aquele que possui bens materiais, que se veste bem e a boa conduta. Mas nem sempre
isso é verdadeiro. Nesse mundão reluzente aos nossos olhos o consumismo cada vez mais
desenfreado escorrega em nossas mãos. Já é doença psicológica para uns e quem sabe apenas
uma tentação para outros. Sem falar na grande facilidade para comprar com o “maravilhoso
cartão de crédito”.
Alguém faz propaganda da essência do homem na mídia e nos meios de comunicação
sem que haja direcionamento ao consumo? Alguém anuncia a dignidade e os princípios morais
do se humano independente de ser rico ou pobre? O universo empresarial, incentivador do
consumismo, não está interessado na verdadeira felicidade, esse algo espiritual e individual.
Porque será?
Vivemos num tempo de difíceis escolhas em todas as áreas de nossas vidas. De muita
FERRUGEM com revestimento aparente de OURO. Até quando seremos enganados? Abraham
Lincoln já havia dito que: “não se pode enganar todo mundo o tempo todo”. Às vezes pensamos
que o mundo só está caminhando na direção da ludibriação das pessoas. Mas também tenho a
convicção de que ao mesmo tempo em que alguém consegue enganar a muitos também a si se
engana.
Sejamos investigativos diante de tudo: das ideologias, das doutrinas, dos homens e em
tudo aquilo que reluz.

LINDONETE CÂMARA

domingo, 24 de julho de 2011

VIDA - Roberto Gabriel



Cadavericamente
Vivemos velando vida violável
Vida... Vida?
Verídica vida?
Vive? viveu? viverá?
mundo-esgoto
mundo-sufoco
mundo enforco
mundo desgosto
mundo-ambição
mundo-solidão
mundo-violação
mundo-(des)acreditado
Vivendo, vivenciando vivências vãos
Veremos verdadeira visão
Vida velada - Vida voluposa
Vida violada virará virtude vigorosa...Vitória!

Roberto Gabriel, Santa Cruz 1992.

LANÇAMENTO DE LIVRO

No dia 29, às 7:30 h da noite, será lançado em Santa Cruz o livro A SAGA DOS LIMÕES, da autoria do Dr Epitácio Andrade Filho.
O evento ocorrerá na Casa da Cultura.

Alegre-nos com sua presença!



A MÚSICA NA GRADE CURRICULAR - Hélio


O ano de 2012, nos trará boas novidades em relação à educação; uma delas , é a lei federal que obriga todas as escolas públicas do Brasil a implantarem o ensino da música na grade curricular como disciplina optativa, tanto no ensino médio quanto no ensino fundamental. Como apreciador da música, entendo como positiva a aprovação da lei, mesmo sabendo das dificuldades para implementá-la, tendo em vista que estudos científicos comprovam que a música contribui para o desenvolvimento cognitivo e afetivo do ser humano, aumentando suas qualidades morais, intelectuais e psicológicas, além de aflorar a sensibilidade. Tal medida, também irá dar oportunidade de trabalho aos profissionais da música, capacitados para exercer sua função, só ficamos um pouco céticos em relação à quantidade de professores disponíveis no mercado para atender a demanda, e que tipo de música será ensinada aos alunos. Ficam alguns questionamentos.

Hélio Crisanto

sábado, 23 de julho de 2011

A bodega - Zenóbio





Zé de Pedro montou um comércio sortido na sala de casa, no Sítio Aguilhadas, mandou abrir um letreiro bem grande “Mercearia São José – Aqui tem tudo” e, nos primeiros quinze dias, correu a vizinhança fazendo a propaganda na base do boca a boca. Em cada residência do lugar pregava os argumentos em favor de sua venda:
__Não precisa mais ir bater na rua, naquela lonjura, pra fazer suas compras, porque agora tem a minha mercearia que vende o que você precisar!
Zé tinha razão. A distância pra cidade dava quase uma légua, uma hora de caminhada, em passada de metro, pouca coisa menos no espinhaço dum jumento ligeiro – bicicleta, nesse tempo, era coisa de rico – e se na quitanda dele tinha até, como dizia, “alpargata pra cobra e brida pra gato”, não havia necessidade de perder um tempo danado com uma viagem dessas.
Situada entre as comunidades de Aguilhadas e Cantinho, a bodega de Zé podia também abarcar a freguesia de boa parte do Sítio Gangorrinha, que ficava do outro lado do rio.
Cavaquista, Zé de Pedro foi não foi se estranhava com quem tentasse diminuir o valor do seu mercadinho. Uma vez virou bicho, porque um freguês, chateado por não ter milho de pipoca, chamou o estabelecimento de bodega de beira de estrada.
__ Só vende Farinha e cachaça!
O troço ficou feio. Troca de impropérios, um “Cão de bico” daqui, um “Infeliz das costas ocas” de lá. A coisa quase vai às vias de fato.
Certo dia, o comerciante estava sentado na calçada em sua cadeira ginga-ginga de fitilo, quando avistou Seu Romão apontar na curva do córrego do velho Pantaleão. Entrou na bodega, espanou o balcão e aguardou a chegada do comprador. Seu Romão era da comunidade de Cafundó, morava um pouco distante das Aguilhadas, sinal de que o negócio estava se expandindo. Alem disso era ele um patriarca de respeito, muito querido nas redondezas, ia agregar valor à quitanda. Porem, toda expectativa do bodegueiro caiu por terra, quando ele notou que o jumentinho preto que conduzia seu virtual freguês não desviou, sequer um palmo, da estrada que levava à cidade. __ Ôh Cos Diacho! resmungou intrigado e, ligeirinho pulou o balcão, correu porta afora e gritou:
__ Seu Romão!
__ Opa! Respondeu o senhorzinho puxando o cabresto do jegue Gavião e dando meia volta para encarar seu interlocutor.
__ O que foi?
__ Pra onde o senhor vai, homem de Deus?
__ Ora, vou pra rua!
__ Vê o quê? Que mal lhe pergunte?
__ Comprar umas coisinhas!
__ E por que não compra aqui mesmo?
__ Aí nessa sua venda tem o que eu quero?
__ Aqui tem de tudo!
__ Tem envelope pra carta?
__ Oh! Rapaz, tem não!
__ Então me deixe seguir minha viagem em paz!

Lançamento de Livro em Santa Cruz

“A Saga dos Limões” terá lançamento em Santa Cruz

O livro “A Saga dos Limões – Negritude no Enfrentamento ao Cangaço de Jesuíno Brilhante”, do médico psiquiatra e pesquisador social Epitácio de Andrade Filho, será lançado no próximo dia 29 de julho, sexta-feira, a partir das 19 horas, na Casa da Cultura “Palácio do Inharé”, na cidade de Santa Cruz, localizada na região Trairi do Rio Grande do Norte.


Legenda 1: Epitácio Filho próximo à Estátua de Santa Rita. Foto: Indalécio Andrade.

Na terra da maior estátua católica do mundo, o pesquisador social Epitácio Andrade será apresentado pelos integrantes da Associação Potiguar de Poetas e Escritores de Cordel (APOESC), sob a liderança do cordelista Gilberto Cardoso dos Santos, que estará lançando o folheto “O Doutor e o Cangaceiro”, e do cantor Hélio Crisanto, um dos finalistass do último “Forraço”. O lançamento do livro está recebendo o apoio cultural do empresário e fomentador cultural Aderson Leão.

Legenda 2: Hélio, Epitácio, Aderson e Gilberto.

O escritor da “nordestinidade” Epitácio Andrade terá acolhimento a cargo da poetisa Débora Raquiel da Silva Lopes e da agente cultural Carla Andréia Araújo Maia, coordenadoras da casa de cultura de Santa Cruz, local do lançamento do livro, que trata da história do maior conflito cangaceiro do Rio Grande do Norte e fronteira paraibana, envolvendo o bando de Jesuíno Brilhante e o segmento étnico representado pela família Limão, na segunda metade do século XIX.


Legenda 3: Gestoras Carla e Débora Raquiel.

“A Saga dos Limões”, de Epitácio Filho, vem tendo grande aceitação do público e, uma semana após o primeiro lançamento, ocorrido em Patu, terra natal do Cangaceiro Jesuíno Brilhante, que inspira o personagem da novela Cordel Encantado da rede Globo, já havia vendido metade da tiragem de 1000 exemplares.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

A BRUMA (Buca Dantas)



Veio a bruma
espessa e misteriosa.
Nela um barco lendário
vagaroso e sonolento.
- Quantos são os olhos da solidão?

Cem sereias
enfileiradas e tristes choravam
a morte do talismã.
- Quantas lágrimas percorreram
as faces de Ariadne?

Viajava entre sombras
as espumas verdes da esperança
nos soltos cabelos
de poetas e sonhadores.
- Será esta a estrada?

Tanto tempo pus-me assim
nos braços da noite
enternecido.
- Quais os nomes dos filhos
da cega Tempestade?

Três vezes vi
a âncora prata.
E jamais existiu
tanta alegria
contida num sorriso.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

VIAGEM A PATU E AO SEU PASSADO



Graças às articulações do Dr Epitácio e apoio de Aderson Leão tivemos oportunidade de conhecer Patu e nos encantar com as belezas do Santuário do Lima. Retornamos de lá com a melhor das impressões!

Através do texto abaixo e de imagens antigas, o Dr Epitácio nos dá oportunidade de conhecer melhor seu idolatrado torrão de tão rico passado que nos faz mergulhar em nossa própria história.


Obs.: Na última foto, por trás da mulher de branco que segura a placa, aparece um familiar de Hélio Crisanto.

XXXXXXXXXXXXXXXXXX - XXXXXXXXXXXXXXXXXX

Paróquia de Patu - Há 100 anos de Jesuíno Brilhante
Em 7 de julho de 1777, era implantada na vila do Patu a primeira capela da Paróquia de Nossa Senhora das Dores. Um século após, em 1877, começava uma terrível seca que assolou o sertão nordestino, motivando os saques aos comboios de alimentos, por Jesuíno Brilhante e seu bando de cangaceiros, fato que foi publicado nas atas do então presidente da província do Rio Grande do Norte.

A data da construção da capela está gravada no pátio externo da igreja matriz, numa arte em cantaria do mestre “Zé Pernambuco”, que cunhou 7 de 7 de 1777, e o paralelismo temporal com a seca dos dois 7, foi captado pelo multiculturalismo da Professora Lourdinha Holanda, que organizou desfile cívico das escolas, retratando o fenômeno do cangaço em Patu e a historicidade religiosa.

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Legenda 1: Desfile Cívico, em 7.7.1977. Crédito: Luiz do Foto.

Um cartaz com a imagem de Nossa Senhora das Dores e uma foto da Igreja matriz anunciou a programação do bicentenário (1777-1977) da paróquia, que foi realmente implantada em 1852, data que também foi “cunhada” por José Trajano, “Pernambuco”, no pátio externo daquele templo religioso.

Digitalizar0010.jpgLegenda 2: Cartaz do Bicentenário da Paróquia.
Uma flâmula também foi confeccionada para celebrar o bicentenário de Nossa Senhora das Dores, cuja imagem foi transladada de Portugal, em urna metálica, hermeticamente fechada, segundo relata o historiador patuense Petronilo Hemetério Filho, com base em depoimento do autodidata João Inácio de Oliveira.


Digitalizar0009.jpg

Legenda 3: Flâmula alusiva aos 200 anos da Paróquia.

“Patu comemora festivamente os 200 anos da Paróquia” está gravado na placa, que teve aposição na parede frontal da Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores, em solenidade realizada na manhã do dia 7 de julho de 1977, com a presença do secretário de administração e diretor do Ginásio Municipal Epitácio de Andrade, representando o Prefeito José Tavares de Holanda; do Juiz de Direito da Comarca de Patu Cícero Alves de Souza; do Comandante da Companhia de Polícia Militar Capitão Antônio de Pádua Crizanto; do Vereador João Ismar de Moura; do Pároco Eurico Franke; de devotos, estudantes, crianças e da coletividade.

Digitalizar0008.jpg
Legenda 4: Aposição da Placa dos 200 anos da igreja.

A professora Lourdinha Holanda, que lecionava educação artística no Ginásio Municipal e era membro da irmandade Coração de Jesus, foi a articuladora do evento. Nas fotos ilustrativas desta matéria, pode-se observar a presença do seu filho o Escritor Epitácio de Andrade Filho, com 11 anos, sentado com a mão no queixo, contemplando a fala do Padre Eurico, e desfilando, atrás da representação do Cangaceiro Jesuíno Brilhante (1844-79), quando conduzia um cartaz alusivo à religiosidade patuense, simbolizada por Padre José Kruza.