APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores)

A APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores), criada em 03.2010 em Santa Cruz -RN, existe para congregar amantes da cultura, apologistas e produtores da arte da palavra.


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

SOBRE O "RECITANDO O SERTÃO" NO AVOANTE - Wescley J. Gama


"O Trairi e o Seridó se encontraram em uma noite de muita música e poesia. o Grupo APOESC, recitando o sertão, encantou e embeveceu a todos que estiveram presentes ao espaço AVOANTE de Cultura, em Currais Novos/RN, na noite de 29 de outubro de 2011. Foi uma Noite memorável, com abertura do Grupo Casarão de Poesia, recebendo amigavelmente Hélio Crisanto e companhia: Gilberto Cardoso, Débora, Eduardo, Chagas, Zé Paulo e Adriano Bezerra. Impressionou-me profundamente o lirismo e a sinceridade dos versos que se fizeram ecoar pelas veredas currais-novenses, através da arte trazida da cidade de Santa Cruz por todos esses artistas citados acima, provocando um abraço fraterno entre as culturas das duas cidades, enunciando um novo tempo de poesia como sensibilização e transformação para o bem, para a verdade, para a força condensadora e potencializadora que a arte pode ter. Hélio Crisanto cantou e recitou com bastante competência, sendo acompanhado pela segunda voz vibrante e segura de Gilberto Cardoso, que também recitou bonitos versos. Na Zabumba, Eduardo marcou a batida percussiva com muita veemência e ritmo. Zé Paulo trouxe sua contribuição tocando um violão de som limpo e preciso, deixando os cantores à vontade para passear sobre as melodias, com suas vozes de sertão bendito. Durante o show, algumas participações especialíssimas: Adriano Bezerra, recitando versos próprios com muito sentimento e métrica perfeita; Débora, fazendo performances no palco e na plateia, introduzindo literalmente o público dentro do espetáculo; e seu Chagas, fazendo um repente na viola mais afinada que eu já vi em minha vida. Os Sertões do Seridó ficaram mais ricos nessa noite de sentimento e arte. Os laços ficam mais fortes entre as duas cidades e os artistas que as compõe. Não tenho dúvida que outras experiências virão, pois no coração de cada artista está a vontade de agir na sociedade e na vida através de uma arte não apenas contemplativa, mas verdadeiramente transformadora. Parabéns meus amigos! Vida longa à poesia potiguar!

Wescley J. Gama"


VEJA MAIS SOBRE O EVENTO EM http://apoesc.blogspot.com/2011/10/em-currais-novos-na-penultima-etapa-do.html

http://apoesc.blogspot.com/2011/11/recitando-o-sertao-em-currais-joao.html



APOESC RECITANDO O SERTÃO em Currais Novos

CURRAIS NOVOS (57).JPGCURRAIS NOVOS (54).JPGCURRAIS NOVOS (52).JPG

Em Currais Novos, na penúltima etapa do APOESC Recitando o Sertão, tivemos a grata satisfação de declamar, cantar e dramatizar para uma plateia motivada, que  manifestava sua satisfação através de aplausos vigorosos e risadas. Repetiu-se o que já vimos em outros eventos: gente atenta que permanece até o final do show.
A apresentação deu-se no teatro Espaço Avoante, construído graças à benevolência e persistência de João Antônio, que é artista-plástico e fanático por cultura. Graças ao apoio do Casarão da Poesia e da associação de músicos de Currais Novos isso foi possível. A Wesclwy, àlvaro e demais, nosso sinceros agradecimentos! A prefeitura municipal de Santa Cruz também foi peça-chave nesse evento.
O secretário da cultura de Santa Cruz, Iranilson Silva, fez parte do evento, apresentando-nos com brilhantismo à plateia.
Com certeza foi um momento marcante em nossas vidas e associação.
A Casa de Cultura Popular Palácio do Inharé mais uma vez se fez digna de encômios pelo apoio que nos tem dado.
CURRAIS NOVOS (49).JPGCURRAIS NOVOS (27).JPGCURRAIS NOVOS (19).JPG

PALAVRAS DE ADRIANO BEZERRA:

O Show APOESC Recitando o Sertão apresentado no Espaço Avoante de Cultura na cidade de Currais Novos, mais uma vez foi um sucesso. Tivemos o prazer de nos apresentar para uma platéia eufórica que demonstraram a sua satisfação através dos aplausos e elogios constantes. Gostaria de parabenizar todo o grupo pela dedicação e empenho na realização de mais uma etapa do projeto: Gilberto Cardoso, Hélio Crisanto, Débora Raquiel, Chagas Rodrigues, Eduardo, Zé Paulo, Iranilson, entre outros que de forma direta ou indireta muito contribuíram para a concretização do evento. Não poderia deixar de agradecer e parabenizar ao responsável pela construção daquele espaço cultural, João Antônio, que além de ser um excelente artista plástico é também um amante incondicional da cultura. Por fim, ao pessoal do Casarão da Poesia que abrilhantaram e enriqueceram na abertura do evento com música e com poesia,  a Associação dos Músicos de Currais Novos e demais colaboradores, fica os nossos sinceros agradecimentos.







Em breve, o APOESC Recitando o Sertão será reapresentado em Santa Cruz no Teatro Candinha, por ocasião da emancipação política.



VEJA TAMBÉM http://apoesc.blogspot.com/2011/10/sobre-o-recitando-o-sertao-no-avoante.html?showComment=1320107949524#c2531271805287874454

UM DEZ EM EDUCAÇÃO - Gilberto Cardoso dos Santos



Lula foi bom presidente
muita coisa reformou
e a imagem que deixou
foi de líder eficiente
porém, lamentavelmente,
cedeu à corrupção
não deu total atenção
ao professor que padece
Lula um dez não merece
no quesito educação.

Lula sempre cometia
deslizes gramaticais
ele sempre estava atrás
das regras da ortografia
de verbos pouco sabia
fazer a conjugação
mas das verbas da nação
se esperava que soubesse
Lula um dez não merece
no quesito educação.

Dilma vai na mesma linha
com um discurso arrojado
mas o professor, coitado,
leva uma vida mesquinha
O discurso não se alinha
com nossa situação
é dada pouca atenção
e a cultura só decresce
Dilma um dez não merece
no quesito educação.

Também nós, educadores,
deixamos a desejar
pois na hora de lutar
nos levamos por temores
deixamos que os opressores
fiquem firmes no seu "NÃO"
nossa mobilização
de fato não acontece
Nossa classe não merece
um dez em educação.


Esta última estrofe e a mudança no título nasceram depois que recebi de Joelle - diretamente da França de Sarkozis - a seguinte observação:


Gil , vi seu poema sobre "Lula e a educação " ! Comentei !!!
Mas o que não escrevi no blog e que queria dizer pra vc é isso :
Eu percebi ,que todos os poetas escrevem pra denunciar os erros do governo na educação .E eu concordo com isso !
Mas ninguém tem a coragem  de denunciar tb ,os professores que são espectadores da situação sem levantar um dedo ....
Entende o que quero dizer ?
Acho que do mesmo jeito que vcs esclarecem o povo sobre as responsabilidades do governo .... Vcs poderiam pôr os professores
de frente ás responsabilidades deles no assunto. Mas pode ser que eu seja idealista demaissss !!!! kkkkkkk

Mais do que justa a sua crítica, Joelle!




(Gilberto Cardoso dos Santos)


FICHA%C3%87%C3%83O+PROPAGANDA+CRIS.JPG (394×156)

SOBRE JOMAR MORAIS E SEU LIVRO



O jornalista e estudioso das tradições espirituais, Jomar Morais, vai lançar seu mais recente livro, "Viver - outro olhar sobre o amor, a dor e o prazer", na Casa de Cultura Popular Palácio do Inharé, em Santa Cruz, no dia 5 de novembro, às 19h30.




SOBRE O LIVRO E O SEU AUTOR






Apresentação

Jomar Morais tem o dom da ubiquidade: medita no Sapiens, em Natal; percorre cidades sagradas do hinduísmo; vê horizontes além das muralhas de Cartagena; conhece vexames, na Argentina, quando “a paz das sepulturas” encobre os crimes dos generais. Ao descobrir, na Grécia, a douta ignorância (só sei que nada sei), mergulha em suas origens espirituais na Ilha da Madeira.
Jornalista por vocação, mochileiro por opção, pisou nos cinco continentes e viu que o mundo era pequeno diante das possibilidades humanas. Essa compreensão o fez capaz de “olhar a vida de outra perspectiva e atribuir–lhe um novo significado”.
Em seu peregrinar pelos caminhos da sobrevivência Jomar acampou nas redações dos melhores jornais e revistas do país, onde muito aprendeu e muito ensinou. Vendo e ouvindo, vacinou–se contra o mal da “normose” – a praga da normalidade. Preenchia a pauta do seu dia a dia com literatura feita às pressas, conceito que o pragmatismo incorporou ao jornalismo.
 “Este mundo é meu!” – conclui. Longe de ser uma afirmação egoísta, a consciência de existir, purificando sentimentos e intenções, mobiliza sua habilidade de lidar com paradoxos.
Perseverando no amor a Deus, o amor ao próximo o faz palmilhar o caminho do meio, “aquele no qual respondemos a cada evento de forma apropriada”.  Não é fácil mas é possível – diz – “E a recompensa de uma vida saudável, com equilíbrio emocional e consciência, vale o esforço para seguir nessa trilha”. Eis o caminho dos sábios, o caminho do meio, aquele que Jomar Morais, peregrino obstinado, aprendeu a trilhar, semeando grãos de solidariedade e amor cristãos.
Bom semeador e bom samaritano,vestiu o manto de observador e projetou novo olhar sobre o amor, a dor e o prazer, realidades definidoras da maravilhosa arte de VIVER.
Francisco de Assis Câmara,
autor de O Silêncio de Deus





FERRO VELHO - MARCOS CAVALCANTI

Marcos Cavalcanti

domingo, 30 de outubro de 2011

“A Saga dos Limões” Será Lançada em Comunidade Indígena


“A Saga dos Limões” Será Lançada em Comunidade Indígena, nesta segunda-feira, 31/10/2011

 

  Escola Municipal onde acontecerá o lançamento do livro

 

Dudé Viana, Luiz Katu e Epitácio de Andrade dias antes... trabalhando no projeto do evento

 

“A Saga dos Limões” Será Lançada em Comunidade Indígena
                           O livro do Médico Psiquiatra e Pesquisador Social Epitácio de Andrade Filho, intitulado “A Saga dos Limões – Negritude no Enfrentamento ao Cangaço de Jesuíno Brilhante”, será lançado neste dia 31 de Outubro, segunda-feira, a partir das 14 horas, na Escola Municipal “João Lino”, na Comunidade Remanescente Indígena Catu, localizada na zona rural nos limites dos municípios de Canguaretama e Goianinha, na região fronteiriça do Agreste com o Litoral Sul do Rio Grande do Norte.
                           O lançamento do livro do Médico Psiquiatra está inserido na programação da 31ª Festa da Batata, que está ocorrendo na Comunidade Catu, no período de 29 de outubro a 1º de novembro, dentro da mostra de cultura indígena, que é diversificada com palestra sobre saúde mental, proferida pelo próprio autor, e com intervenção musical do Cantor Dudé Viana, que apresentará a música “Cantofa e Jandi”, poema do Indigenista Aucides Bezerra de Sales, versando sobre o morticínio da nação indígena potiguar.
                          
                           O convite para a participação na Mostra de Cultura Indígena da Comunidade Catu ao Médico Epitácio Andrade partiu do Líder Indígena José Luiz Soares, “Luiz Katu”, que também idealizou o momento cultural envolvendo o Pesquisador Aucides Sales, que trabalha na Comunidade há muitos anos, e o Cantor e Compositor Dudé Viana, de quem Aucides é parceiro cultural.

                             De imediato, o Escritor-médico Epitácio aceitou o convite do Professor-índio Luiz katu, que luta ao lado de seus irmãos pela preservação da tradicional “Dança do Toré” e pela manutenção da consciência indígena, ameaçada de extinção pelo poderio da indústria sucroalcooleira.

Jornalista Jomar Morais lançará livro na CCP [Casa de Cultura Popular] de Santa Cruz



Foto: Reprodução Tribuna do Norte/Adriano Abreu





O jornalista e estudioso das tradições espirituais, Jomar Morais, vai lançar seu mais recente livro, "Viver - outro olhar sobre o amor, a dor e o prazer", na Casa de Cultura Popular Palácio do Inharé, em Santa Cruz, no dia 5 de novembro, às 19h30.





O livro traz reflexões sobre a vida e os sentimentos inerentes ao ser humano. Mas, se engana quem pensa que o livro trata de fórmulas mágicas e prontas para o bemviver. Para o autor, a busca pelas respostas não se faz na superfície e sim, dentro de cada um. E "Viver" é uma obra que propõe um mergulho pessoal sobre a própria essência de cada um. O livro é composto por crônicas, revisadas e contextualizadas, a partir de um embasamento teórico-filosófico, adquirido ao longo de muitos anos de estudo.



Morais já publicou também "Meditação" pela Editora Abril e em co-autoria, escreveu "Viagem interior", pela Ediouro. No momento é colunista fixo do jornal Novo Jornal e revistas Palumbo, Alfa e Viagem Turismo.



Jomar Morais tem vasta experiência em sua área de atuação, tanto em redações quanto na vida acadêmica. Recifense, radicado atualmente em Natal, Morais foi repórter, colunista e editor político no "Jornal do Brasil", "Folha de S. Paulo", "Veja" e "Istoé"; redator em "O Estado de S. Paulo"; coordenador de projetos especiais da "Exame" e correspondente no Nordeste, e editor especial da "Super". Lecionou Jornalismo na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP e na Faculdade Cásper Líbero (SP). Foi o primeiro jornalista brasileiro a publicar uma coluna na Internet.



Aposentado, Jomar Morais se dedica a escrever, sobretudo o que gosta e acredita e também faz trabalhos voluntários, dos quais, já disse em entrevista, "procura passar para as pessoas um pouco da experiência em buscar a vivência plena do presente. Não há ansiedade ou depressão no presente", garante. Jomar também integra o grupo de estudos Sapiens, cujo intuito é investigar tudo o que pode colaborar para revelar essa percepção, seja conceitos filosófico, teorias quânticas ou preceitos religiosos
.

http://casasdeculturadorn.blogspot.com/2011/10/jornalista-jomar-morais-lancara-livro.html

NECRÓFILA VIAGEM - Marcos Cavalcanti

sábado, 29 de outubro de 2011

SOBRE O PROGRAMA APOESC EM CANTO E VERSO - Luciana Araújo

Nossa conterrânea Luciana Araújo, filha do maravilhoso casal Maurício Anísio e Socorro, está em Portugal há um bom tempo e, hoje, pela manhã, ouviu nosso programa veiculado pela santaritafm.com (vai ao ar aos sábados, a partir das 8h) e me enviou o seguinte:



PARABÉNS GIL!!!O PROGRAMA É O MAXÍMO, MATEI A SAUDADE DE OUVIR UMA BOA RIMA,O SOTAQUE NORDESTINO, E CULTURA COM QUALIDADE E SABEDORIA, ISSO SÓ ME FAZ TER MAIS ORGULHO DO QUE SOU: NORDESTINA!!!


Que bom ouvir isso, Luciana! Propague nossa cultura e programa por aí. Ficamos gratos. com a sua audiência.

Um Convite Especial - Dr. Epitácio Andrade


Epitácio Andrade
Poetas e Escritores de Cordel da terra da maior estátua católica do mundo invadirão, hoje - 29 de Outubro, a capital oriental do Seridó Potiguar. Gilberto Cardoso Dos Santos, Débora Raquiel, Hélio Crisanto, Marcos Cavalcante... estarão "Recitando o Sertão", logo mais a noite, no Teatro Avoante em Currais Novos, performando um show lítero-musical. É um convite especial para Jean Souza, assessor de comunicação do município e para Bruciene Ramos, coordenadora do CAPS. 

HOJE O DIA AMANHECEU COM CHEIRO DE POESIA - Hélio Crisanto

20081107_1p.jpg
Um nevoeiro de verso
Despontou quebrando a barra
Um sagui fazendo farra
Vendo o seu bando disperso
Vejo o horizonte imerso
Na mais perfeita harmonia
E o inverno contagia
A mata que floresceu
Hoje o dia amanheceu
Com cheiro de poesia

Debrucei-me na janela
Olhando um cordão de chuva
Vendo filas de saúva
fazendo estrada amarela
Olhando essa cena bela
Meu peito sente alegria
E o sertão se fantasia
Com o que Deus prometeu
Hoje o dia amanheceu
Com cheiro de poesia


 

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

UM OLHAR SOBRE PORTUGAL. - Luciana Araújo

Viver em Portugal é um desafio e de doido. O país sem dúvida é lindo, tem paisagem deslumbrante. Oferecia (por que já não se oferece mais) segurança. Nos primeiros meses que comprei o meu carro e ele tinha um defeito na porta e não se  conseguia trancar, fiquei impressionada como ninguém se atreveu a abrí-lo. Cheguei uma vez a dormir com a chave dentro do carro e olhar no outro dia se ele estava lá, e ele estava ali, intacto!
Mas, apesar disso, o país sofre de muito atraso, e quem pensa que é um país de primeiro mundo, não se engane! É enganosa essa propaganda. Incrivelmente, o resto da Europa de uma certa forma se desenvolveu, mas cá nossos colonizadores ficaram para trás, em tudo: em educação pessoal, intelectual
, política e, principalmente, profissional. É porque o país ainda vive da mão de obra não especializada para gerir suas riqueza nacional, e essa  maioria é composta de imigrantes que vêm tentar a vida aqui. A estrada nacional foi 70% feita por mão de obra estrangeira ou poderia se dizer escrava (não consigo ver essas pessoas como cidadãos aqui). Esse país ainda continua a fazer o que sabe de melhor: explorar. Os únicos que sabem tirar proveito daqui são os chineses, que contratam os filhos da pátria para  trabalharem 10 horas por dia. Ah, sem direito a reclamações; É incrível como há atrasos notórios aqui. Citarei alguns:
A policia aqui não precisa ter mais  do que a 4ª série para ingressar no trabalho; eu sei que no Brasil já se exige pessoas formadas e com noções de Direito; no Brasil a empregada tem direitos, aqui não tem não; a maioria dos portugueses não terminaram ainda o nosso chamado segundo grau; encontro muitos que se deixaram levar pela vida e vivem em “empregos de mesa” (garçons) e eles se acham muito felizes porque ganham gorjetas; enquanto é de praxe nossa higiene pessoal ser muito bem divulgada, (aparência abre portas em qualquer  lugar do mundo), muitos dos  portugueses deixaram seus dentes literalmente serem arrancados para não pagarem um tratamento adequado por falta de condições financeiras; basta só verem os telejornais portugueses para ver os problemas bucais deles, risos. Certa vez esta vendo uma entrevista de uns do ministro daqui (não sei se era ministro da cultura) e, quando observei melhor, os dentes dele estavam podres! Eu não acreditei que o ministro pudesse se apresentar nacionalmente naquele estado. Muitos brasileiros que moram aqui diz que se conhece logo um português pelos dentes.

Não digo que seja uma regra geral, claro que os leitores saberão compreender o que falo: é noticiado mundialmente que os médicos portugueses cometem erros horrendos, frequentemente. Vivi histórias reais com médicos aqui. Em uma consulta, o médico cabisbaixo, não olha para você e diz: “O que sentis? Eu: “Sinto febre,dores de cabeça e cansaço.”Ah, não é nada não, tome isso e volte daqui a 6 meses. Não me olhou, não me examinou, nem tirou pressão e temperatura...Onde é que eles são formados?
Na área política aqui há mancadas absurdas. Quando Portugal entrou na união européia, havia empresas de pesca aqui. O governo mandou destruir todos os barcos pesqueiros, deixando assim vários desempregados, para que a Espanha fosse fornecedora do próprio produto nacional. Assim como quase tudo que se produzia em Portugal, a Espanha passou a produzir e revender aqui. O país vive hoje mais de artesanatos, agricultura e pequenas indústrias. Nada pode ser feito sem licença do governo, ou seja, se uma pessoa tem condições de fazer bolos para revender na garagem de casa, tem que pegar uma licença e pagar um valor exorbitante para fazer esse negócio. Não há liberdade para crescer economicamente, fica preso a muitas picuinhas que lhe impedem de fazer o capital girar. Depois, eles não sabem o motivo da crise.
Falam que Lula é analfabeto, mas o antigo primeiro ministro comprou um diploma para ser chamado de doutor; o atual presidente teve que ter aula de etiqueta por que não sabia se comportar em público, inclusive comia com os cotovelos sobre a mesa e pegava a comida na mão. Vamos ver se com a formação que receberam vão conseguir sair da crise. 
Estava eu trabalhando em um hotel e chegou um jovem para estágio no restaurante do hotel e perguntei o que fazia lá. “Vim para o meu estágio por que estou me formando em hotelaria na universidade do Algarves.” Eu indaguei: “Universidade? para saber ajeitar copos e talheres e dobrar um guardanapo à moda francesa?” Vou responder em um bom português: isso me faz confusão! perder 4 anos da vida para depois ser garçom de mesa em um hotel...Não sei para onde Portugal está indo!

Luciana Candida de Araújo.

QUE FAZER SE SOU CEGA DE PALAVRAS?... - Cecília Nascimento


Cecília Nascimento de Oliveira
Que fazer se sou cega de palavras?
Meus lábios tropeçam na coesão das coisas
Sinto, sim, e penso...
E só.
Que direi se a mim não me é dito?
Meus males SUM, mas não no sei...
Penso que escrevo... Finjo e minto...
Sem fé, com dó...
Não leio: Remeto...


Cecília Nascimento

 

Dudé Viana - Nas Rédeas do Vaqueiro (Clipe sugerido por Rogério Almeida)

Pessoal, olha só o que eu achei: http://www.youtube.com/watch?v=FzvYoyWG0rY "Galopando no oeste potiguar até o sol ficar todo encarnado." Que música! Não deixem de ouvir. Um abraço,


Rogério Almeida








quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Há um tempo de acaso que espero o teu alcance - Milton Júnior



Há um tempo de acaso que espero o teu alcance.
Que me queiras atingido e mesmo quando descoberto.
Anseio o teu nome,
 
como a humilde canção da minha aldeia que lembra,
 
sem letra, fragilidade sonora ou sutileza musical,
a possibilidade...
Nele acontecem alegres os ramos que me trarás,
a luz dormente das flores,
a raiz de uma estrela
ou a ressequida semente partida – que seja – de um astro.
A minha aldeia é pequenina, só cabe a ti, a mais e certa.
Adestrei a fonte cálida e arei o solo,
plantei um arroio para aguar o corpo, aguardando-te.
Faremos infusões com o mel que dorme nas colméias vazias,
comeremos das frutinhas coloridas que dermos à luz.
 
Apenas viveremos sem saber mais nada,
 
o que os nossos pais nos legaram sem consentimento.


Milton Júnior

 

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O violão e sua evolução histórica - Dudé Viana


Dudé Viana

Historicamente, o violão pertence à família dos instrumentos musicais de cordas,
utilizado pelos povos primitivos e da antiguidade, sendo que sua verdadeira origem
gera muitas controvérsias entre os musicólogos. Para alguns estudiosos, o violão tem
diversas raízes derivadas de transformações de instrumentos musicais tais como: cítara
romana, chiterma oriental, lira, harpa e alaúde.
Na Europa, no século VII há indícios da existência de um violão - uma espécie
de violão parecido com o de hoje. Mas o que é certo é que o violão tem a sua origem
perdida no tempo. Sabe - se que o seu grande desenvolvimento aconteceu na Espanha.
Apesar de vários povos fabricarem violões, entre eles os ingleses, franceses e italianos,
nenhum era tão bom quanto o violão espanhol.
As primeiras grandes obras publicadas para violão datam de meados do século
XV em trabalhos dos artistas espanhóis: Afonso Mudarra e Miguel Fuenllana. Antônio
Torres Jurado (1817-1892), um carpinteiro de San Sebastian de Almeria, também na
Espanha, foi quem colocou a sexta corda no violão e ficou conhecido mundialmente
como o melhor luthier na construção de violões clássicos. Já no século XVIII
compositores renomados como Paganini, Schubert e Weber realizaram várias músicas
para violão.
O violão chegou ao Brasil no século XVII através da viola, instrumento similar
ao violão em forma de sonoridade. Ela foi trazida pelos jesuítas no bojo da orquestra
típica de catequese. Até hoje, muita gente chama violão de viola. O Nordeste brasileiro
começou cedo a nos revelar seus ritmos, suas tradições musicais e seus talentos
individuais começando por Catulo da Paixão Cearense. Quando ainda não havia rádio
no Brasil, ele já toca violão e música popular brasileira – outra história que precisa ser
contada.
Em 1908, Catulo da Paixão Cearense (autor de Luar do Sertão), foi convidado
para uma audição no Salão do Instituto Nacional de Música no Rio de Janeiro.
Acompanhado apenas por seu violão, conseguiu o que até então parecia impossível:
levar um instrumento “maldito” para um salão de elite. O sucesso foi tanto que,
de lá pra cá, o violão passou definitivamente a fazer parte da nossa história. E na
década de 20, houve uma maciça popularização do instrumento, quando deixou de ser
instrumento de “malandro” para ser o instrumento preferido das camadas mais altas da
sociedade, notadamente no Rio de Janeiro, onde tocar violão era coisa “chic”. Nessa
época surge a revista “O Violão”, editada por animados aficionados que pertenciam
à alta sociedade cultural do Rio e praticavam o violão como amadores. O violão é
conhecido com este nome no Brasil, sendo que em outros países do mundo é conhecido
como “guitarra”, “guitarra espanhola” devido ao seu grande desenvolvimento na
Espanha e “guitarra acústica” depois do surgimento da guitarra elétrica. Em 1997, em
homenagem aos violeiros, gravei o Cd “Violas e Cantigas” tocando um violão como se
fosse uma viola – por acreditar que o violão é uma evolução da viola.

Publicações anteriores:
Jornal Diário de Natal, em 15 de março de 2005.
Jornal Zona Sul - edição de agosto de 2009.

Dudé Viana é cantor, compositor e autor do livro: A Saga Benevides Carneiro.

Contatos para shows: dudeviana@yahoo.com.br / (84) 8835 0871 / 9648 7947



BISTURI LILÁS - Karina Grace




Meus urubus são de brinquedo
E minhas faces são de papel.
Todo meu vômito é mel.
A minha vida são dois atos
Entre eles, pendido um véu

Quero escrever tuas batidas rimas
Com um lápis cru
Em seguida
Retalhar a métrica com um bisturi

Meus urubus são de papel
E minhas faces de brinquedo
Todo o meu céu é véu
A minha vida são dois atos
Entres eles pendido
Um võmito

terça-feira, 25 de outubro de 2011

APOESC RECITANDO O SERTÃO em Currais Novos

http://4.bp.blogspot.com/-kCzO3n-p6B0/TqdIW6w_U7I/AAAAAAAAAqc/mwtm6qJt-fk/s1600/apoesc.JPG

EU SOU - Maria do Socorro Umbelino


Eu sou
A alegria,
Do amor que tão lindo, não demorou
A angústia,
Do não saber o que fazer, que machucou;
A insônia,
Do sono que se foi e me acordou;
A amargura,
Do doce que se foi e me amargou;
A tristeza,
Do sentir a verdade que me enfeitou;
A frustração,
Do conhecer na hora errada, que me desorientou;
A saudade,
Que do coração Memória se tornou
Formam o tumulto, do que hoje “EU SOU”

Sobre UMA COLCHA CEM RETALHOS - Gilberto Cardoso dos Santos



Lí, de Ismael Gaião,
uma Colcha Cem Retalhos
onde não há versos falhos
nem falta a inspiração.
E fiz a constatação
da influência soberana
do Jornal Besta Fubana
sobre este cordelista
que é excelente artista
e grande figura humana.

O livro fala de tudo
de voto e de carnaval
do cigarro, que faz mal,
de poetas sem estudo
de um poeta quase mudo
que antes eu não conhecia
Ismael com maestria
com o leitor se entrosa
numa conversa gostosa
em prosa e em poesia.

Uma colcha bem tecida
volumosa e macia
Ismael traz alegria
em versos cheios de vida
Sua prosa refletida
tem a cara do povão
- fonte de inspiração
para suas produções -
minhas congratulações
para Ismael Gaião.

Gilberto Cardoso dos Santos.

A TROCA DOS CONTRACHEQUES




Coitado do deputado!
à cena não resistiu
quando sobre a mesa viu
seu contracheque trocado
pensou assim: "Tô lascado
com tão pequena quantia
pois isso eu gasto num dia
num momento de lazer
não dá pra sobreviver
ganhando essa mixaria."

E o professor, coitado,
com o contracheque na mão
teve uma grande emoção
depois caiu desmaiado
para o posto foi levado
e o pior aconteceu
taquicardia lhe deu
 e não veio a resistir
morreu sem usufruir
do valor que recebeu.

Meu Deus, como bom seria
se um nobre parlamentar
quisesse o cargo trocar
ao menos durante um dia
penso que entenderia
o drama do professor
que trabalha com ardor
pelo desenvolvimento
sem o reconhecimento
do qual é merecedor.

Gilberto Cardoso dos Santos

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

OS IDOSOS NÃO SE ABANDONAM JAMAIS - Nailson Costa

Acompanhando a procissão de Santa Rita, encostei-me na parede lateral da Quadra Municipal Antônio Ferreira de Souza, para um rápido descanso, e vibrações de múltiplos sentimentos inundaram-me por alguns segundos.
Já ouvi dizer que mato tem olhos e parede tem ouvidos. As paredes daquela quadra, acreditem, têm olhos, ouvidos, boca, sentimentos e história. Aquele pequeno, mas não menos nobre espaço esportivo é membro da família de todos os atletas e torcedores que viveram um caso de amor com o esporte de Santa Cruz nos anos de 1970 e primeira metade dos de 1990.
Em fração de segundos, três décadas de muitas emoções percorreram em procissão todas as minhas lembranças, como a dos grandes campeonatos organizados por Ribeiro na década de 1970; dos jogos estudantis; do Comercial de Cebolinha e de Beval; do Técnico de Colega, de Élcio, de Zia e de João de Pedro de Tico; do União de Noroelho, de Trigueiro, de Zé Alaíde, de Tino, de Deusdete, de Ebinho e de Leão; do Barcelona de Carlinho de Valdomiro, de Tomba, de Dofinho e de Marcílio Anísio; das noturnas procissões esportivas apreciadas da Eloi de Souza em direção a uma Quadra já lotadíssima; de papai a vibrar com a  s    boas lutas de Bernadão e Cirilo; do voleibol de Bulhões, de Marcão,  de Gatocheba,  de Ana Alice, de Marlene e de Noymane.
Na adoração a Santa Rita de Cássia as pessoas enchem as avenidas, se empurram, se cumprimentam, se abraçam, se beijam, passam, deixam as ruas vazias e escrevem a sua história.
 A Quadra também viveu intensamente, abraçou-se às mais variadas explosões de alegria, de raiva ou de decepções. Também amou, beijou e foi feliz. Fora ela como uma mãe, sempre presente e solidárias em todos os prazeres e dores de seus queridos filhos.
Agora idosa, vejo-a mal vestida, suja, fedida e abandonada. A Quadra Antônio Ferreira de Souza ajudou a construir a nossa formação, o nosso caráter, a nossa história.  Dar-lhe as costas hoje é, no mínimo, um ato de ingratidão.
Em minhas vibrações intercontatuais, ainda dela ouvi que se ventilou, em administrações próximas pretéritas, a possibilidade de troca de seu preciosíssimo nome e até de sua demolição para dar lugar a mais uma praça. As praças de hoje em dia não são como as praças esportivas de sempre. Não têm mais o romantismo de outrora. Em muitas, levantam-se muros das discórdias e das lamentações. Não propiciam o surgimento de atletas. Pelo contrário, podem ser ponto de encontro de imbecis paredões de som, de bebedeira, de tráfico e de prostituição.
Sei que, menos as palavras de Deus, tudo passa. E, como tudo passa, a procissão estava se indo. E minha mãe, idosa de 73 anos puxou-me pelo braço para continuar seguindo aquela nossa caminhada. E eu, do alto de minha mais sagrada obediência, atendi ao seu chamado, pois aos idosos devemos respeito, admiração e carinho, e, além do mais, os idosos não se abandonam jamais.

(Nailson Costa)


A RESPEITO DOS FUNGOS

Importância dos Fungos

Meu Deus, como é bom fungar
no pescoço da amada
talvez a melhor fungada
que um homem pode dar
e não podemos negar
que os interesses humanos
de fungadas fazem planos
quem não funga é infeliz
fungar deseja o nariz
sem isso há desenganos.


Parabéns ao estudante
pois mostrou-se eficiente
na resposta inteligente
provou quanto é brilhante
Pode ser comediante
e muita grana ganhar
se acaso não passar
na prova, que desencanto
e choroso num recanto
com certeza vai fungar!


Gilberto Cardoso dos Santos




domingo, 23 de outubro de 2011

A IMPORTÂNCIA DO VALE DO PARAÍBA



LANÇAMENTO DO LIVRO E DO CD DE DUDÉ VIANA em Santa Cruz

Na foto, Dudé e Francisco Gomes







Santa Cruz, RN - Débora Raquiel, jovem, professora, poetisa, inteligente, educada, lida muito bem com as palavras. Ela é a atual diretora da Casa da Cultura.




Santa Cruz, RN - Gilberto Cardoso, professor, poeta, cronista, presidente da APOESC - Associação de Poetas e Escritores de Santa Cruz-RN.





Santa Cruz, RN - As correntes de ferro que limitavam a liberdade do poeta e escravo Fabião Hermenegildo Ferreira da Rocha ''Fabião das Queimadas'' pertencem ao Museu do Sertão ''Auta Pinheiro Bezerra'', na Fazenda Boa Hora, no Município de Santa Cruz-RN.



Santa Cruz, RN - Cleudia Pinheiro Bezerra, professora aposentada do Curso de Geografia da UFRN, com a utilização de recursos próprios, fundou o Museu do Sertão ''Auta Pinheiro Bezerra'', na Fazenda Boa Hora, no Município de Santa Cruz. Em breve, segundo informação da própria professora, será instalado o Museu da Cidade, no casarão da Praça Coronel Ezequiel Mergelino.





Santa Cruz, RN - Marcos Cavalcanti , além de poeta, escritor e jornalista, é um homem vocacionado para o mundo das letras. Ele é um excelente produtor cultural.







Santa Cruz, RN - José Fernandes é poeta, escultor e desenhista. 





Santa Cruz, RN - O artista Dudé Viana observa, em silêncio, à sua sua direita, as correntes de ferro que limitaram a liberdade do escravo Fabião Hermenegildo Ferreira da Rocha ''Fabião das Queimadas'' (1848 - 1928). Dudé, a exemplo de Fabião, também, sem cometer nenhum delito, tivera sua liberdade limitada numa das celas da antiga Penitenciária Central Dr. João Chaves, em Natal-RN. As autoridades responsáveis pela elucidação dos elementos envolvidos no roubo dos 94 milhões da emergência, em 1982, no Oeste do Rio Grande do Norte, trocaram o nome de DEDÉ por DUDÉ, que se encontrava no dia do crime no Rio de Janeiro. E isso lhe causou um prejuízo de mais de dois [anos] no cárcere.



















add namedelete this tag