APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores)

A APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores), criada em 03.2010 em Santa Cruz -RN, existe para congregar amantes da cultura, apologistas e produtores da arte da palavra.


quarta-feira, 31 de outubro de 2012

A cultura santacruzense está de luto - Hélio Crisanto


A cultura de Santa Cruz está de luto, acabo de perder um grande amigo e parceiro vitima de um infarto fulminante, o Poeta João Ferreira, assim como o chamava, talvez pressentindo a sua partida veio me visitar no trabalho, batemos um longo papo sobre música e poesia e por fim recitou-me alguns versos e rimos também, falou-me dos seus projetos futuros de lançar seu livro e do nosso programa no rádio, de repente começou a passar mal e pediu-me que o deixasse em casa. Poucos minutos depois recebo a noticia do seu falecimento. Va em paz poeta, que você seja bem recebido na morada de Deus. Um dia a gente se reencontra nos salões celestiais para falarmos de boa música e de poesia.
A cultura de Santa Cruz esta de luto, acabo de perder um grande amigo e parceiro vitima de um infarto fulminante, o Poeta João Ferreira, assim como o chamava, talvez pressentindo a sua partida veio me visitar no trabalho, batemos um longo papo sobre música e poesia e por fim recitou-me alguns versos e rimos também, falou-me dos seus projetos futuros de lançar seu livro e do nosso programa no rádio, de repente começou a passar mal e pediu-me que o deixasse em casa. Poucos minutos depois recebo a noticia do seu falecimento. Va em paz poeta, que você seja bem recebido na morada de Deus. Um dia a gente se reencontra nos salões celestiais para falarmos de boa música e de poesia.

MORRE O POETA JOÃO FERREIRA



João Ferreira ao lado de Zenóbio, da Inter TV Cabugi

Faleceu hoje, 31 de outubro de 2012,  o poeta João Ferreira. Ele esteve conosco na fundação da APOESC e participou do primeiro APOESC Recitando o Sertão. Alguns de seus poemas acham-se escritos no livros produzidos pela ASPE.
Pouco antes de falecer, sentiu saudades do poeta Hélio e foi até o HAB para conversar com ele e deixar uma poesia para o programa de sábado. Ali sofreu um desmaio. Foi socorrido e levado para casa. Mais ou menos ao meio-dia Hélio recebeu a notícia que havia falecido.
Pouca gente em Santa Cruz devotava à cultura popular um amor tão grande quanto o dele. Quem chegava em sua casa, encontrava-o ouvindo alguma canção ou desafio de viola. Nos sábados, sentiremos falta de suas ligações constantes, sempre alegres e com palavras elogiosas à qualidade do programa.

Nossas sinceras condolências aos familiares.

Vejam-no a declamar na entrevista que concedemos à InterTVCabugi


Oração a Santa Rita (autor: João Ferreira)

Senhora Santa Rita
Tire da cabeça o véu
Quando chegar lá no céu
Perante a Deus que é teu guia
Rogai pela freguesia
Do lugar onde eu habito
Parece ser no Egito
Que todo mundo tem luz
Rogai, senhora, a Jesus
Santa Cruz, lugar bonito.

E viva! LUIZ GONZAGA! - Djalma Mota



E viva! LUIZ GONZAGA!
O cantador do sertão
Gonzaga – Rei do Baião!
Transformou-se em grande saga
Ninguém completa esta vaga
Do saudoso menestrel
Um sanfoneiro fiel
Que cantou nossa raiz
O nordeste é mais feliz
Com seu legado papel.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

HOMENAGEM POÉTICA A LUIZ GONZAGA - Mazinho Franco



Seu Lula Gonzagão xote e baião
Sempre eterno no Nordeste
Cumpriste tua missão 
Levando alegria ao povo
Do meu querido sertão
Retrataste a nossa cultura
Com chapéu de couro e gibão
Eu serei sempre grato
No fundo do meu coração

Asa branca e assum preto
De tão triste já chorou
Cantou a triste partida
Retratando a sua dor
No riacho do navio
O meu barco navegou
O matuto foi à praia
E por lá ele ficou
Viu todas aquelas paisagens
É claro que ele gostou
Vendo o xote das meninas
o ovo de codorna aprovou
São tantas suas canções
Viva Luis Gonzaga nordestino se senhor.

O ESTRANGEIRO - Jorge Fernandes





Eu encontrei um homem vermelho
Falando uma língua que eu não sabia...
Pelos seus gestos entendi que ele achava
Minha terra muito bonita.
Apontava pra luz do sol muito forte...
Pras árvores muito verdes...
Pras águas muito claras...
Pro céu muito claro...

Eu tive vontade que ele entendesse a minha fala
Pra lhe dizer:

– Marinheiro provera Deus que você fosse
Pelos nossos sertões...
Você via os campos sem fim...
As serras timíves todas cheias de matos...
Os rios cheios muito bonitos...
Os rios secos muito bonitos...
Você comia comigo umbuzada gostosa...
O leite com jirimum...
Curimatã fresca com molho de pimenta de cheiro...
Você via como a gente trabalha sol a sol
Esquecido da fome e esquecido das coisas
Bonitas de seus mundos...
Ver como vaqueiro rompe mato fechado
E se lasca perseguindo a rês
Por riba dos lajedos
Chega os cascos federem a chifre queimado...
Ver o vaqueiro plantá a mão na bassoura da rês
E ela virá mocotó...

– Marinheiro, se você soubesse a minha fala
Eu havera de levar você pro meu sertão...

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

UM GAROTO CHAMADO RORBERTO - Gilberto Cardoso dos Santos


Reflexões sobre o livro Um garoto chamado Rorberto,  de Gabriel o Pensador.

   O livro Um garoto chamado Rorberto contém a história de um menino cuja vida tinha fortes motivos para não dar certo. Filho de pais pobres e analfabetos, recebeu um nome “errado”, esdrúxulo; além disso, nasceu com anomalia em uma das mãos – um dedo a mais. À medida que vai se tornando cônscio de suas imperfeições – principalmente do dedo a mais - passa a temer o não ser aceito pelo grupo e busca ocultar seu problema.
    O que vemos, porém, é que nenhum de seus temores vem a se concretizar. A partir de uma abordagem correta dos problemas por parte da professora, o grupo passa a ver razões para admirá-lo e a desejá-lo na turma. Não veio a se tornar alvo de bullying. Encontra razões para aceitar suas próprias diferenças e até a vê-las como qualidades.
    A ideia de que o pensamento infantil tem estreita ligação com a poesia e mantém similitudes com o pensamento selvagem – tema que foi objeto do ensaio de José Paulo Paes sobre a infância e a poesia¹ – aparece diversas no texto de Gabriel. Ao descobrir ter seis dedos em uma das mãos, o protagonista abre-se para a possibilidade de ter dedos a mais ou a menos na outra; os colegas, também, expressam esse tipo de pensamento quando, inicialmente, envolvem suas mãos com sacos, à semelhança de Rorberto, a fim de melhorar a letra; depois, quando concluem que o fato de ter seis dedos dava maiores possibilidades de aperfeiçoar a grafia.
    Vemos no protagonista e em seus colegas uma maneira de descobrir o mundo e encarar a vida que os predispõe à poesia.
    O texto poético contém partes dos versos escritas em negrito. Aliás, não há uniformidade nisto. A própria predisposição do texto e variações acaba influindo positivamente na compreensão do leitor, como no momento em que parte aparece escrito em letra cursiva. As partes em negrito correspondem aos versos (na totalidade ou em parte) em que ocorrem as rimas e lembram muito o rap – estilo em que o autor se notabilizou. No rap, quase sempre as partes que rimam recebem um destaque vocal; seja através de alterações no volume vocal e/ou entonação ou pelo acréscimo de vozes. O narrador em 3ª pessoa parece refletir isso no texto.
    O livro, farta e belamente ilustrado por Daniel Bueno a partir de recortes de mapas, cadernos e páginas coloridas, expressa bem a origem pobre e as dificuldades vivenciadas pelo personagem em sua vida e processo de aquisição da escrita. Dá a ideia de reciclagem, do aproveitamento requerido em situações de penúria.  
    A escola ocupa espaço central na narrativa e foi determinante na (trans)formação do Rorberto que, logo no início da novela, aparece querendo ensinar seu pai a ler e escrever. A atitude louvável da professora, determinante no comportamento da turma e altamente eficaz no posterior desenvolvimento do menino, merece a reflexão de todos os que lidam com educação. Foi a partir da “palavra certa no momento certo” da professora que a mão-problema tornou-se mão-solução, na escola, na turma e no campo de futebol.

Citações:
¹PAES, J. P. Infância e poesia. Caderno Mais! Folha de São Paulo, 9 agosto. 1998, p. 5-

domingo, 28 de outubro de 2012

IMAGENS DA HOMENAGEM A LUIZ GONZAGA - Hélio Crisanto


Nossa homenagem ao Rei do Baião


Cantando pra seu Luiz com Leão Neto


Com um elenco desse tinha que ser bom



Final da festa valeu o improviso, pura alegria


GONZAGÃO EM 45 TÍTULOS DE HOMENAGEM - Marcos Cavalcanti


 
VIRA E MEXE e o Candinha Bezerra vai construindo NUMA SALA DE REBOCO sua história através de apresentações antológicas em seu palco DANADO DE BOM. Já na entrada do teatro, a foto do homenageado, ao lado de um SÃO JOÃO DO CARNEIRINHO, dava boas-vindas ao público que acudiu com satisfação ao chamado de mais uma destas maravilhosas NOITES BRASILEIRAS; público que durante uma hora e meia cantou e bateu palmas numa felicidade de PAGODE RUSSO.
Passados 100 anos do nascimento, em Exu/PE, do mais virtuoso PAU DE ARARA nordestino, dono da mais famosa SANFONINHA CHORADEIRA já existente, podemos entoar orgulhosos, DE FIÁ PAVI, o verso da canção VIVA O REI, essa “incelência” nordestina que nos lembra sempre: Luiz Gonzaga não morreu!  Nem morrerá, pois findos outros centos anos e estará ainda mais vivinho da silva o SANFONEIRO MACHO, o rei do BAIÃO, o mestre Lua-Luiz-Luz Gonzaga!  
Nem sei qual foi o FORRÓ Nº 1, mas bastou o regional, sob a batuta do triangulo do Maestro Camilo, ecoar os primeiros acordes gonzaguianos, para que se estabelecesse entre os artistas e a platéia, a tão desejada empatia que emociona, nascida, neste caso, de uma cumplicidade telúrica, doces sentimentos saudosistas...coisas de raiz de um Sertão de CASA DE CABOCLO e do BURACO DO TATU; mundão do CALANGO DA LACRAIA, do CIGARRO DE PAIA, da FEIRA DE CARUARÚ. Quem é que não fica com o CORAÇÃO MOLIM ouvindo as canções de Gonzagão? Até mesmo o prefeito e o diretor do Saae, que lá estavam, hão de se sensibilizar com as VOZES DA SECA e a triste visão do balde que inda hoje, em nossa cidade, IMBALANÇA na CABEÇA INCHADA da dona de casa que clama por um bucadim d´água.         
Sobrevoando o palco e espantando morcego, a ASA BRANCA, ainda que feita de leve isopor, sentia nas asas o peso de sua popularidade; e eis que de repente, aparece em cena A MINI SAIA, coladinha na CINTURA FINA da MORENA que ajunta num só nome, a Rosa e o Mar. Pois é! Rosemar rodopiando DAQUELE JEITO num FORRÓ DE CABO A RABO quase que DEIXA A TANGA VOAR. Seu parceiro, um caboclo serelepe fungando no seu cangote, parecia sussurrar:  tu tá danada QUI NEM JILÓ. APROVEITA GENTE, dizia eu baixinho pra minha mulher não escutar e ia acompanhando com os olhos, com os ouvidos e com o coração, o pinicado do xote, do xaxado e do baião em suas DEZESSETE LEGUAS E MEIA de andanças pelas terras nordestinas desfilando nossas tradições, sentimentos e afetos.
De tantos momentos bonitos, destaco o gemido de UMA SANFONA SENTIDA, nos braços de oito baixos de um mais sentido Severino, que ao lado do filho, reviveram ali, juntinhos, na troca de carinhos não ensaiados ou combinados, um momento marcante da vida do rei do Baião, e assim, hoje e sempre, no ABC DO SERTÃO se ensina: RESPEITA JANUÁRIO!
Não digo mais porque na HORA DO ADEUS me falta a inspiração dos Gonzagas, e ademais, a AVE MARIA SERTANEJA cala fundo, por força da voz da divina arte, a crentes, agnósticos e ateus. Assim, sob o LUAR DO SERTÃO, encerro este tiquim de homenagem, parabenizando a todos os artistas que nesta noite memorável renderam loas ao nosso Rei do Baião. TÔ SAINDO, mas não faço disso uma TRISTE PARTIDA, bem ao contrário, porque Luiz Gonzaga viceja no Sertão; é um mundo e está onipresente no JUAZEIRO, no canto do SABIÁ, da ACAUÃ, a navegar no RIACHO DO NAVIO, e a minorar “Ludimilicamente”, os nossos sofrimentos, as nossas dores com a força de sua voz brasileiríssima; voz que NEM SE DESPEDIU DE MIM nem de vós, amantes da mais bela e genuína arte nordestina.

NOSSO FUTURO E AS IMPRESSORAS 3D - Gilberto Cardoso dos Santos

A todos os que leram o tópico A CIÊNCIA E A VIDA ETERNA, principalmente a Adriano, Teixeirinha, Maciel e demais que ali teceram comentários, gostaria de dizer que sou otimista quanto ao que se vê naquele filme/documentário. Não estamos tão distantes desse dia nem demorará para que as massas venham a ser beneficiadas. Depois lhes indicarei algo que mostrará o quão facilmente isso se tornará acessível  a todos.

Trata-se, porém, de uma mudança de paradigma muito forte e é natural que estranhemos tudo isso.
Adriano reflete que apenas alguns terão acesso a tal progresso e menciona um filme legal ao qual também já assisti. Todavia, temos razões para pensar de modo diferente, conforme verá.

Veja a que ponto já estamos no que se refere a impressões em 3D:





A ideia passada pelas duas reportagens é a de que em breve a produção será bem mais acessível a todos.

Vejam os vídeos acima e, caso comentem, continuaremos conversando sobre isso. Por enquanto, porém, temos algo a fazer, eu e vocês.

FELICIDADE - Olympio Coutinho




Felicidade, um ranchinho
e, dentro dele, nós dois,
nove meses de carinho
e um molequinho depois.

sábado, 27 de outubro de 2012

Modernismo no Litoral Sul Potiguar - Epitácio Andrade

Visita a Fazenda Bom Jardim - Lugar de Memória da Viagem Etnográfica de Mário de Andrade 

                        Como parte do trabalho de pesquisa sobre a influência modernista no litoral sul potiguar, em setembro de 2012, um grupo de ativistas culturais, formado pelo escritor Dudé Viana, pelo médico psiquiatra Epitácio Andrade e pelo artista circense Alberi Silva, visitaram a Fazenda Bom Jardim, localizada a 03 km da sede urbana do município de Goianinha, distante 50 km da capital, que se constitui num lugar de memória da idílica viagem etnográfica do escritor modernista paulistano Mário de Andrade, no final da década de 20 do século passado, ao nordeste brasileiro.
Dudé Viana, Alberi e Epitacio Andrade na Faz. Bom Jardim

                        A Fazenda Bom Jardim é um complexo arquitetônico histórico que pertenceu ao crítico literário Antônio Bento e testemunhou o encontro do escritor Mário de Andrade com o cancioneiro popular Chico Antônio, durante sua incursão exploratória ao universo cultural nordestino, no final de 1928 e início de 1929. 
Vista Panorâmica do Engenho Bom Jardim
                         Os pesquisadores visitaram a sede da fazenda, onde é preservada o mobiliário colonial e seu acerco de utensílios e peças museológicas, o antigo engenho, o casario e o secular açude, que guarda relatos lendários.
Pesquisadores no secular açude do Bom Jardim
                           Acerca das lendas que florescem sobre a Fazenda Bom Jardim, os pesquisadores encontraram nas circunvizinhanças a octogenária Dona Maria de Lourdes, que afirma ouvir as estórias do Bom Jardim desde infância e as relata com tranquilidade e lucidez.  
Ativistas com contadora de estórias

A INVENÇÃO DO NORDESTE - Nailson Costa



Do pôr do sol, do calor que me deste,
Fiz-me um ser tão breve, tão frio, tão fino.
Com verso arrastado, voz de Nordeste,
És meu Sertão, meu ser Nordestino.

Sou xique-xique em teus poemas de anéis.
Teu discurso te inventa eu me desfaço,
Como rio bebo artistas-coronéis
Na bandeja da invenção de meu espaço.

É assim meio maluca a tua veste:
Chapéu-de-couro e urubu de algibão
A carne de bode o Cabra-da-Peste

É teu vernáculo és meu, Sertão.
No xaxado, no aboio ou baião
É assim a invenção do meu  Nordeste.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

INVERNADA - Aldenir Dantas


O sítio estava em festa:
sapos coaxavam descontroladamente nos córregos,
cacimbas e barreiros.
Pássaros chilreavam numa tremenda algazarra.
A cebola-braba enfeitava com suas flores brancas
o morno leito da nova-terra, em núpcias com a chuva.
Casamento feliz...
Quanta fertilidade! Quantos filhos! Quantos frutos!

Antes, mesmo, do sol nascer
meus tios assobiavam pelos terreiros
alcunhando e afiando enxadas, foices e enxadecos.
Vó corria na cozinha para apressar o café, a tapioca,
o cuscuz, a batata...
Café forte. Torrado em casa com rapadura boró.
Tomar e sair pro vento, era "ramo" na certa.

As galinhas entretidas com os brotos de berduega
nem rondavam a porta da cozinha à espera do milho.
O peru - bicho besta - levava o tempo a gritar
reclamando do barulho.
A alegria estampava-se em tudo e todos.
Apenas os bodes choramingavam, encolhidos,
na biqueira do oitão.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

ARAPUCAS - Jorge Fernandes



Arapucas das lembranças
 - Varinhas de cabuatã
 Umas sobre outras
 Armadilha pra rolas bravas
 Pra cão-cão.

 Lá está ela ainda armada...
 Lá está ela ainda emborcada
 Toda vermelha de concliz...
 Ainda ouço o bate-bate de asas presas
 Ainda vejo as penas vermelhas de concliz...

 A arapuca está emborcada
 Toda cheia de lembranças...
 Cheia de asas batendo...

 Ainda são as mesmas asas...
 Ainda são as mesmas árvores...

PROMOÇÕES NA FIXAÇÃO



Cristina Nunes
Toda linha importados com 50% até o dia 30/10

Bela Estrofe de Carlos Aires



Eu queria voltar pro meu sertão
pra enfrentar outra vez a seca brava
pra de novo comer preá com fava
por a sela e montar meu alazão,
colocar minhas botas, meu gibão
campear e viver com liberdade,
desfrutar da maior felicidade
que na rua eu pelejo e não desfruto;
se eu nasci lá no mato e sou matuto
nunca irei ser feliz numa cidade!


 

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

ETERNO CANTADOR - Tributo da ASSOMUSC ao Rei Luiz



A telenovela e o falso moralismo cultural - Renan Pinheiro II


 
O último final de semana marcou o encerramento de mais uma novela das nove: “Avenida Brasil”, de João Emanuel Carneiro, sucesso que foi assunto de revistas, redes sociais e conversas do dia-a-dia nos meses em que foi exibida, por ter “sacudido a pasmaceira” a que o horário nobre da televisão estava submetido nos últimos tempos com uma trama que discutia vingança, ascensão social e exploração infantil, numa linguagem “gente como a gente” e uma trilha sonora para muitos de qualidade questionável. Mas não é esse o verdadeiro assunto desse artigo, nem o final que muitos consideraram decepcionante em relação à trama como um todo: trata-se de alguns comentários que observei nas ruas ou na Internet, por ocasião do fato. Segundo eles, era ridículo haver tanta repercussão em torno de uma novela, já que assisti-las, além de perder um tempo que poderia ser melhor empregado com livros ou qualquer outra atividade, seria dar audiência a uma emissora que há anos domina o cenário político e ideológico do país e, portanto, uma forma de perpetuar seu poder. Houve ainda quem dissesse que o gênero como um todo só produzia lixo e era “alienante”, “desviando” a vista das pessoas da corrupção e outros males que assolam o país e que as tramas estavam ficando “decadentes”, só faltando desclassificar como “ignorante” ou “analfabeto cultural” aquele que se declarasse fã da novela ou ao menos simpatizante, do tipo que comenta e teoriza sobre cenas. A repulsa não só pelo folhetim que estava se encerrando como por todos em geral era tão ostensiva que fiquei me perguntando se ela era justificada, ainda que não tenha me chocado tanto.
Isso porque qualquer um que frequentou uma universidade ou certos ambientes ligados à cultura sabe que, nesses locais, citar uma novela, mesmo que seja só para exemplificar uma situação ou fazer um breve comentário, na frente de amigos e colegas, é um ato de coragem. Minisséries não são muito hostilizadas, pois frequentemente se baseiam em obras literárias ou textos biográficos e têm muita ênfase na análise política e social do período descrito, além de serem mais “fechadas” em termos de sinopse, mas suas companheiras de horários mais acessíveis não escapam de um tratamento mais hostil pelos assim chamados “eruditos”. Os motivos são muitos: o fato de serem obras abertas à opinião do público, podendo ser alteradas conforme a vontade dele (incluindo-se aí mudar destinos e mesmos traços de caráter de personagens), suas tramas geralmente serem maniqueístas, com o “bem” e o “mal” facilmente delineados e sem tanto espaço para zonas cinzentas (geralmente aquelas que têm protagonistas com atitudes mais dúbias costumam fracassar, embora “Avenida Brasil”, com uma mocinha que chegou a humilhar sua ex-madrasta malvada com requintes de crueldade, tenha sido uma exceção), muitas vezes fantasiando ou distorcendo a realidade, principalmente ao descrever eventos históricos, correndo por fora também a acusação de descaradamente manipularem os espectadores. Segundo essa opinião, novelas são obras menores, escritas sem muito cuidado (o que se refletiria inclusive no seu elenco, escalado mais com base em “rostinhos bonitos” e com caras de ricos do que necessariamente em talento artístico) e destinadas ao público menos escolarizado. Um exemplo dessa mentalidade de “desdém” é que um diretor teatral, ao comentar o recente sucesso da atriz potiguar Titina Medeiros numa novela da Globo que descrevia o universo das domésticas, deu a entender que não considerava que esse fosse um aspecto tão relevante na carreira dela e esperava que após o término desse trabalho ela voltasse àquele que para ele era o seu “verdadeiro” lugar, o palco. Palavras um tanto semelhantes às dos profissionais do teatro que censuram os atores que não hesitam em trocá-lo pela televisão, ou que ironizam o interesse de “globais” em suas atividades, como ocorreu quando Wagner Moura, consagrado como o vilão de uma novela de Gilberto Braga e estrela do filme “Tropa de Elite”, resolveu encenar “Hamlet” em sua versão integral.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Misericórdia - José Jales A. Costa


 

Por que não falar das flores
Ou grandes amores
Que arrasam corações
Arrastam multidões
Para filas de cinemas
Faz parte do poema
A Lua, o Sol, o Mar
Esta rima que paira no ar
E pára no papel
Onde escrevo as maravilhas do céu
O céu da imaginação
Que faz parada no coração
De onde vêm as boas e más intenções
Ou grandes criações
De ilustres artistas
Que agradam a vista
Daqueles que se dizem sensíveis
Pessoas de altos níveis
Ou simplesmente um vagabundo
Que perambulando pelas ruas deste mundo
Pára, e se encosta
E lá descansa
Sem teto nem guarida
Carrega no peito a ferida
De não ter uma vida
Que foi presente Divino
Se eu fosse um menino
Brincava por costume
Esperava por costume
Esperava anoitecer
Aí, ia ver a luz vaga-lume
Vaga é a mente
Do que se diz inteligente
E não sabe usar dela
Causando apenas sequelas
Que parasita!
O inseto às vezes é mais certo
E tenho certeza
Que se as flores falassem
E eu me calasse
Elas, isto, falariam
E antes de cair a última pétala
Suplicariam!
Em alto e longo resmungo:
Tenham misericórdia deste mundo!!!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

RECLAMA-SE AQUI! - Prof. Maciel


            

O suor escorria pelo corpo sob o sol causticante parecendo meio dia. Agarrado àquela alavanca que nem era a mais adequada e de tão usada já não mais produzia tanto, retardando ainda mais o serviço. Foi assim que seu Chico Geraldo decidiu respeitosamente com o chapéu em punho, lançar sua prece em terra seca, da serra grande para o céu sem nuvens: _ “Tenho fé em Deus que ainda compro uma lavanca nova!” Seu Dedé, ali do lado, cúmplice de todos os contragostos do irmão, reclamou: “_Home, peça isso não! Diga assim:_ Tenho fé em Deus que ainda saio dessa vida!”

Já seu Antonio Nunes reclamava de um trabalhador de suas terras porque reproduzia demais: _ “Mulher tem menino de quanto em quanto tempo? É que tenho um morador que só vive na minha porta pedindo carro pra mulher parir”. Essa cena já era uma evolução dos partos em casa com as parteiras dona Salvina, dona Vezinha, madrinha Maria França.... E foi só na década de setenta, na campanha de prefeito, que Pedrinho de dona Vezinha assumiu o compromisso em campanha de que se eleito fosse compraria uma ambulância, com a ênfase de que seria para transportar os pacientes do município. Disso o candidato adversário reclamou em palanque: _ “Meus amigos! O outro candidato tá aigoirando misera. Se eleito for, compro é um carro pra nós passiar.”

Mas quem passeou nesse tempo foi um casal da cidade e que nem teve filhos. Em ano bom de inverno, bom de algodão, juntou suas economias e comprou um jipe. O esposo empenhou-se para aprender a dirigir e no primeiro passeio a dois, o carro atingiu velocidade de 40 km/h e a mulher reclamou para que fosse devagar. Eis agora um marido constrangido e conciso em suas palavras: _ “Muié, tu é muito é feia!”

E em ano de fartura de algodão, também o era de milho, feijão e de “mistura”. Tio Amadeu passou no roçado de seu Antonio Certeza e sem sua ordem pegou uma melancia. Já este, ao contabilizar a falta no tomar conhecimento do feito pela confissão por parte da autoria, com maestria detonou a sua reclamação: _ “Tem nada não, seu Amadeu, aquilo é comer de poico mermo”.

A exemplo de seu Antonio Certeza, Chicão, seu Braz... e seu João Antonio, seu Pedro Cândido também tinha por hábito suspender os afazeres do roçado e dedicar-se a tomar umas e outras. Em mais um dia já alcoolizado reclamou do que se confundira, após ouvir de um colega de farra que o mundo estava prestes a se acabar por causa dos ESCÂNDALOS entres os povos: _ “Os cãindo mermo não! Nos cãindo só tem home de bem!”

E bem no meio do ano de 1974, junto com a energia elétrica inaugurada pelo saudoso governador Cortez Pereira, chegaram também os primeiros eletrodomésticos. As frutas passaram a ser comuns nas receitas de dindin, menos para uma senhora que insistia em fazê-los só de Q-suco, sabor artificial de morango, para vender e ajudar nas prestações de sua geladeira. A vizinha também adquiriu uma e resolveu entrar no ramo, só que inovou, oferecendo também outras opções, ainda mais da própria fruta, com o filho a fazer propaganda na calçada: Olhe o dindin de banana! Olhe o dindin de goiaba! Olhe o dindin de abacate! Olhe o dindin! A senhora do morango artificial vendo a debandada dos fregueses e já impaciente com tudo aquilo, certa vez bateu a porta de casa com toda sua força, mas não sem antes reclamar/esbravejar com a sua concorrente: _ “Nesses dias vão inventar dindin até de bosta!” (Pronto, paro aqui e o leitor se quiser pode sim reclamar de uma crônica que termina em...!)

UM HOMEM COM PODERES MENTAIS INCRÍVEIS - qual seu segredo?



Um homem capaz de adivinhar o nome dos seus amigos, parentes. De saber onde você passou as férias. Um vidente que revela seus segredos mais íntimos. Verdade ou farsa? Nesta reportagem você vai descobrir detalhes da sua vida é bem mais fácil do que você imagina. Que poder tem Gabriel, o vidente que desvenda todos os segredos? Comunicação com espíritos? Leitura da mente? Paranormalidade? 

Ele desvenda todos os segredos. A tenda do vidente foi montada em um shopping no Rio de Janeiro. Convidamos freqüentadores para testar os poderes dele. As pessoas entram um pouco desconfiadas, descrentes. 

Gabriel se concentra, diz que vai estabelecer uma conexão energética e começa a revelar segredos, nomes de pessoas queridas, datas importantes. Ele consegue saber onde a pessoa mora e até o número do telefone. O vidente revela os lugares por onde a pessoa andou recentemente e mesmo detalhes muito pessoais, como o apelido do marido. Ele sabe até o que mexe com cada um, o que toca fundo. 

Como ele sabe de tudo isso? Qual o segredo desse poder impressionante? 

Veja a explicação para esse fenômeno em

UM VIDENTE QUE ACERTA TUDO (http://tinyurl.com/8v7d4bb)

Que lições se pode tirar disso tudo?

domingo, 21 de outubro de 2012

A CIÊNCIA E A VIDA ETERNA - Gilberto Cardoso dos Santos

Caros leitores e leitoras:

Quanto tempo de vida ainda nos resta? Não sabemos com exatidão mas podemos ter uma ideia aproximada de nosso fim.

É triste ter que se conformar com a ideia de que um dia morreremos, não é mesmo?

Os  cientistas, porém, falam de um tempo em que a morte deixará de nos amedrontar. Os males da velhice também estariam com os dias contados. Aquilo que é prometido pela religião é prometido hoje pela ciência. E não irá demorar, dizem muitos deles.

Ray Kurzweil, considerado uma das mentes mais geniais deste século, vem se preparando através de uma alimentação rigorosa e exercícios adequados para chegar a esse momento que nos levará ao que ele chama de a Singularidade, num tempo muito próximo.

Vejam no vídeo abaixo se a ciência é capaz de oferecer uma esperança mais sólida para a possibilidade de vida eterna que a religião. Depois opinem a respeito. O tema é sério.

PODEREMOS VIVER PARA SEMPRE?

sábado, 20 de outubro de 2012

SEU CINEMA PERDIDO E MEU FOLCLORE MUDADO - Nailson


Jovens amigas de Fernando, ou Luiz, ou Nando - não se sabe direito o que nele rola, pra tanta mudança de seu nome atual, se beleza em todos eles, ou se simples crise existencial - reclamavam-lhe da falta de cinema em Santa Cruz. Elas lamentavam que nem filme pirata passa mais, como aqueles de suas infâncias queridas. É, as coisas e os tempos são outros mesmo

! No meu tempo de menino, lá pelos idos iniciais de 1970, existia o meu Cine Santa Rita, e filmes de Tarzan, de Sansão e Dalila, Bang Bang com Giuliano Gemma, 007 e até de Teixeirinha and Mary Terezinha se exibiam naquela inesquecível tela de minhas lembranças santas. Quanto folclore naquele meu tempo havia também! Brincadeira de Academia (chutar uma pedra com um pé só dentro de quadrados sem ultrapassá-los), Garrafão, Pau-de-Sebo, Vira-Moeda, Laça-Laça (com aposta em dinheiro de carteira de cigarro), Tica (Pega-Pega), Polícia e Ladrão, Esconde-Esconde, Passa o Anel... epa, peraí ... essa era a melhor de todas, e Mariana a mim passara secreta e sempre pras minhas mãos o seu melhor anel. Fora parceira tal, meu melhor folclore, uma bela arte, meu inquieto bem e meu gostoso mal. Bianinha, morena trigueira, linda, de olhado 14 vezes esverdeados e cabelos lisamente esvoaçados, fora o meu mais doce beijo, o meu amor primeiro e minha mais sublime parte. Biana fora eterna no mais duradouro do cada dia daquele tempo nosso de ontem! Biana, minha eterna brincadeira de rodas nas boas noites de nossas luas! Ana 14 mimos, duplamente guerreira, Ana indo e voltando, pra frente e pra trás, pra trás e pra frente na mais sincrônica imagem de sua grafia fora a minha melhor criação. É por isso que era Biana, somente minha! E só pra mim passara secretamente o seu anel. Fêmea arredia, valente e apaixonada por minha beleza crescente! Bianinha era a verdadeira Leila Chiquinha Diniz Gonzaga de meus 11 aninhos vividos . Mas tudo voa , tudo muda e tudo passa. Não mais sussurro no seu silêncio fácil aquele “pirulito que bate, bate, pirulito que já bateu, quem gosta de mim é ela, quem gosta dela sou eu”! Confidenciaria-lhe, sim, na mais doce visão de seu belo engaste sensual, e se vida ela hoje tivesse, que o “anel que tu me deste era vidro e se quebrou, o amor que tu me tinhas era pouco e se acabou”. E isso é o TEMPO com o seu cruel poder de girar as muitas rodas das grandes paixões. Ele passa, apaga e murcha as mais lindas flores de nossas artes. Vejo hoje que o folclore mudou-se pras praças e ruelas das redes sociais. E camuflado tenta-se nos jogos eletrônicos, nas amizades destes tempos virtuais, nas tecnologias do PCS, do tablets dos curiosos, dos notebooks ultrapassados e, sobretudo, nas infâncias presentes dos que Ipod ou daqueles que não podem, mas Iped. O meu folclore chora o esconde-esconde das brincadeiras de roda e o profundo cheiro no cangote da cabrocha assanhada do meu tempo de menino. Minha arte soluça o presente dum anel secretamente tido nos embrulhos aromatizados na melhor fragrância dum olhar maliciosamente piscado. E hoje muito se vê, nos salões reais dos bons encontros, varões louvando em suas grandes rodas a garrafinha etílica que no epicentro fica à espera das muitas bocas ébrias e de seus melhores beijos no vai e vem de suas alegrias falhas. As jovens amigas do jovem Fernando, ou Luiz, ou Nando - não se sabe direito o que nele rola, pra tanta mudança de seu nome atual, se beleza em todos eles, ou se simples crise existencial – razão por demais têm no lamento de seu cinema perdido doutrora. E eu acrescento no seu o meu lamento passado na pele dum tempo de meu folclore mudado.

Nailson Costa, 20.10.2012

ÚLTIMO PASSEIO - Marcos Cavalcanti


sexta-feira, 19 de outubro de 2012

CABÔCA DU SERTÃO - Cosme F. Marques


    
                                               Ao compadre e amigo Luís Patriota.

Teus cabelo são pretinho,
quinem aza de caraúna,
tem um brio da rizina
do tronco da baraúna.

Teus óio, são tão escuro
quinem fruita di quixaba,
tem a lúa da Luá chêa
briante qui nun se acaba.

Tua boca é piquinina
dentes branco qui alumia,
teus lábios, são paricido
ca porpa da melancia...

Tens a vóz da juriti
quando canta nu baxío,
tem um saluço das água,
das água mança du rio.

Infim cabôca, tu sois
a vida qui mi incanta,
Sois todinha amodelada
pur um mudelo di Santa.

                                 Outubro de 1943.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

TRISTE LEMBRANÇA - Adriano Bezerra














Guardo dentro da lembrança
Quando o meu pai sem dinheiro
Sem nenhuma esperança
Botava no bagageiro
Um saco branco de pano
Depois saía sem plano
Embalado na carreira,
Da roça para a cidade
Todo cheio de vontade
De voltar com uma feira.

Ano seco, sem fruteira,
Sem ter milho, sem feijão,
Sem batata ou macaxeira,
Pra comer na refeição
Muitas vezes o que tinha
Era um pouco de farinha,
Com alho, cebola e sal
E mamãe pra nós fazia
Mexido numa bacia
Como prato principal.

Lembrar disso me faz mal
Mas como posso esquecer?
Foi tudo muito real
E nem posso me conter
Quando relembro o regresso
De papai, que sem sucesso,
Despontava entristecido
Trazendo vazio à mão
O saco, sem fruta ou pão
Cabisbaixo e ressentido.

Hoje porém já crescido
Distante de tanta dor
Mesmo com tudo sofrido
Aprendi dele o valor
De homem justo e decente...
E não há maior presente;
Papai lhe sou muito grato!
Daqui sigo lhe honrando,
Sentindo e me recordando
Olhando pro seu retrato.









Visitando o museu Rural com o poeta Gilberto Cardoso e o Jornalista Vicente Serejo








PEÇA TEATRAL NO CANDINHA, HOJE, DIA 18


Pois é, vizinha... 


Pois é, Vizinha..., uma adaptação de Deborah Finocchiaro do texto "Una Donna Sola", de Franca Rame e Dario Fo, conta a estória de Maria, uma dona-de-casa trancafiada em casa pelo marido "gauchão".
Em mais de 500 apresentações, assistido por mais de 200.000 pessoas, vem conquistando platéias de todas as idades de Norte à Sul do Brasil e também na Argentina.
Prêmio Melhor Atriz eleita pelos ouvintes da Rádio 107.1-FM - 1994 / Prêmio Local Hero (opinião pública) como Melhor Atriz 94/95 - 1995 / Prêmio Melhor Espetáculo e Melhor atriz no VII Festival do Vale do Sinos - 1998 / Prêmio Melhor Atriz no I Festival Nacional de Teatro de Novo Hamburgo - 1998 / Prêmio Melhor Espetáculo no VII Festival Nacional de Teatro de Florianópolis Isnard Azevedo - 1999 / Troféu Negrinho do Pastoreio (Associação Gaúcha de Municípios) - 2002 / Prêmio Melhor Atriz na 3ª Mostra APTC de Cinema pelo Curta Metragem Pois é, Vizinha ... - 2003 / Prêmio Melhor Atriz, no 1º Festival Guaçuano de vídeo em Mogi Guaçu / SP pelo Curta Metragem Pois é,Vizinha ... -- 2003