APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores)

A APOESC (Associação de Poetas Escritores Simpatizantes e Colaboradores), criada em 03.2010 em Santa Cruz -RN, existe para congregar amantes da cultura, apologistas e produtores da arte da palavra.


domingo, 30 de junho de 2013

Enchendo a Garrafa de Areia - João Estevam Fernandes Neto


O dia 29 de Junho de 2013, entrou para as páginas do livro da minha vida com um dia a ser lembrado, neste dia dei mais um passo em direção ao aperfeiçoamento das técnicas da nobre arte japonesa, me graduei ao 4º kyu (faixa roxa) de Aikidô.

“Joguei mais um punhado de areia”, como diria o sábio mestre que comparou o desenvolvimento em uma arte marcial a encher uma garrafa de areia. “Se colocar a garrafa em pé e jogar um caminhão de areia em cima, muito pouca areia entrará na garrafa e pode ser que até quebre a garrafa. É necessário enchê-la aos poucos.”

A troca de faixas ocorreu no Dojo da ACAN em Natal/RN, durante a viagem, nossa pequena comitiva, discutiu, dentre outros assuntos, sobre nossa motivação em seguir esse caminho marcial. Eu particularmente
admiro muitas artes marciais, e já pratiquei algumas, mas o Aikidô que é o caminho da harmonia, bem poderia ser chamada de caminho da Superação. E essa palavra bem define esta nobre arte.

De quando iniciamos os treinos há uns três anos até hoje percebemos a nossa constante evolução e de nossos colegas de treino, em cada exercício, rolamento, aplicação, toque, postura, movimentação, e até na respiração. Estamos em constante superação.

Como futuro físico, não posso deixar de enxergar toda a dinâmica envolvida em seus movimentos circulares, aplicações de toque e conservação de energia, que tornam ainda mais bela e maravilhosa a nobre arte.

Há que se destacar também a imensa sorte que nós praticantes das terras do Inharé temos em possuirmos tão dedicado mestre. Nosso Sensei James Carlos da Silva Araújo – 4º Dan na ACAN/RN. Muito obrigado, Sensei pela paciência e por acreditar em nosso grupo. Muito obrigado por me ajudar a encher de forma correta minha “garrafa de areia”. 

Refletindo Sobre o Marketing Multinível - MMN – A quem incomodar possa (Parte I) - Roberto Flávio

         
         Diferentemente do que muitos pensam, o Marketing Multinível (MMN) não é nenhuma novidade no mundo dos negócios de vendas e investimentos. Considera-se o surgimento do MMN como sendo a partir de 1941, sendo que em 1979 a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC) o definiu como um negócio legítimo, ao contrário do esquema em pirâmide.
Logo, para os economistas, o MMN é uma estratégia ou metodologia de negócios com o intuito de comercializar produtos e/ou serviços, contrariamente a um sistema em pirâmide, que tão somente recrutaria pessoas com intenções espúrias de apenas movimentar dinheiro.
Não dá para fugir desse debate: seja como observador do cenário econômico, seja como investidor, habilitador, divulgador ou como se denomine em cada empresa. A questão está mais que posta no Brasil, inclusive judicializada ela se tornou.
A Lei 1.521, de 1951, aponta que é crime contra a economia popular, com possível punição de 6 meses a 2 anos de detenção, "obter ou tentar obter ganhos ilícitos em detrimento do povo ou de número indeterminado de pessoas mediante especulações ou processos fraudulentos ("bola de neve", "cadeias", "pichardismo" e quaisquer outros equivalentes)".
Até aí tudo bem, enquanto marco legal. Porém, parece-nos que a legislação brasileira está um tanto defasada quando não leva em consideração que no contexto das transformações tecnológicas e da transposição de todas as barreiras de comunicação entre as pessoas, com o advento da rede mundial de computadores, as empresas passaram a fazer a distribuição de produtos e serviços diretamente ao consumidor por meio de uma rede de divulgadores independentes.
Todos os monopólios dos meios de comunicação social ou de massa estão sendo quebrados. O grande negócio da propaganda, alimentado pelos patrocinadores dos programas das redes de televisão, jornais e revistas se abalou. Verdadeiros impérios dos domínios da comunicação estão desmoronando nos Estados Unidos, na Europa e também aqui no Brasil. Agora sim, parece que é a voz e vez da “massa” que se extravaza nas redes sociais, nos “blogs” e demais publicações independentes. A proprósito, o nosso gigante estava dormindo e foi muito bem acordado por essas novas e quase que incontroláveis formas de comunicação.
Daí, obviamente, o cenário mundial da comunicação e da propaganda foi completamente modificado.  Não há um “site” ou rede social que não esteja veiculando propagandas. O nosso ‘e-mail” (correio eletrônico), mesmo o institucional, é invadido a todo instante com mensagens e propagandas comerciais. Até os acessos são medidos, valorizados monetariamente e muitas empresas cresceram e crescem vigorosamente nessa ótica (google, facebook, etc). MAIS DO QUE NUNCA E AGORA: A PROPAGANDA É A ALMA DO NEGÓCIO.
SENHORES DO TRIBUNAL: difundir, vender produtos e serviços em rede, postando anúncios e mesmo investindo com dinheiro para se associar a uma determinada empresa de MMN é algo lícito que, inclusive, carece de interpretação atualizada e independente da legislação.   “Liberdade! Liberdade! Abre as asas sobre nós”!

João Pessoa, 30/06/13.                  Roberto Flávio Dias Câmara

sábado, 29 de junho de 2013

INTELIGENTE DEBATE SOBRE MARKETING MULTINÍVEL E A TELEXFREE


Hélio Silva muito bom

Gilberto Cardoso Dos Santos Mete os dedos no teclado/ e começa a digitar / Oh argumento danado / que não dá pra refutar! – (risos)

Rogério Almeida O skype tb é um forte concorrente para as telefônicas. Por que não é proibido tb? Ah, lembrei: é pq não faz pirâmide nem vicia a economia. Cara, basta olhar o que tá acontecendo em Santa Cruz. As pessoas estão deixando de investir na produção de bens e serviços que trariam benefícios a todos e jogando todas as fichas na Telexfree (e outras "empresas" do tipo). Quantas pessoas pararam de construir casas na cidade desde que estourou essa moda? Quantas venderam ferramentas de trabalho e passaram a viver de cliquezinhos na net? Quantas deixaram de estudar e se preparar para ser alguém na vida trabalhando DE VERDADE? Ou ainda existe alguém que acredita na sustentabilidade desse esquemão? É claro como água: se todo mundo for viver de Telexfree, quem vai produzir comida, roupa, utensílios e serviços? A carestia está solta aí na cidade. Será que é só por causa do Governo Federal e esse dólar que não para de subir? Abram os olhos, que pode até não parecer, mas existe vida fora da Telexfree!

Nilson Rocha Gilberto Cardoso Dos Santos, vou te mostrar o que realmente é um sistema pirâmide! Você já viu ou ouviu falar em alguém que enricou aplicando dinheiro na poupança? Eu já, os banqueiros. E olha quantas pessoas aplicam em poupança (a base) quantas estão ricas com os juros? Só os banqueiros( o topo).

Rogério Almeida Nilson, vc está coberto de razão ao criticar os banqueiros, mas comete um erro fatal ao tentar legitimar a Telexfree usando esses mesmos banqueiros que acaba de criticar. Banqueiro nunca serviu de padrão moral e ético, mas mesmo assim eles têm uma vantagem em relação ao Telexfree: ninguém que venda uma casa e aplique na poupança perderá o seu investimento (a não ser que o Collor esteja por perto...).

Nilson Rocha Rogério Almeida, me desculpa, mas em que parte do texto que eu estou legitimando a Telexfree? Pra mim tanto faz que a Telexfree dê um pipoco eu nunca dependi dela. Em todo caso a Telexfree ainda está em vantagem contra os bancos, porque até o momento eu não conheço um caso de alguém que tenha investido na Telexfree e tenha perdido já os bancos!!!(caso Collor que você citou). Entenda, nesse caso 1 a 0 Telexfree.

Rogério Almeida Oi, Nilson. É que estamos comentando um texto favorável à Telexfree e a forma como vc argumentou deu a entender (pelo menos a mim) que você defende essa empresa, mesmo sem citá-la ou elogiá-la. Aliás, vejo que entendi direito, já que vc prefere a Telexfree aos banqueiros. Quanto às pessoas que tiveram prejuízo, bom, acho que não vai ser difícil achá-las. No Acre já tinha até gente pensando em suicídio! rsrsrs

Nilson Rocha Rogério Almeida, vou só até aqui com você porque estou notando muita confusão em sua cabeça, e tenta colocar palavras em minha boca. Mais uma vez deixo bem claro que em meus comentários não fiz nem uma opção preferencial por Telexfree ou banqueiros basta só um neurônio funcionando para entender o que escrevi de forma clara e objetiva.(sem ofensas, longe de mim) O que falei, torno a repetir, que os bancos também são um sistema de pirâmide, e como funcionana essa pirâmide? Simples, os investidores aplicam seu dinheiro e recebem um pequeno retorno em juros, enquanto os banqueiros ficam ricos as custas do investidores, isso é, o pequeno serve de base para os grandões estarem em suas posições elevadas, isso é um sistema de pirâmide, mas é legalizado e defendido porque não lesa ninguém(será?) Não acha que os juros poderiam ser um pouquinho melhor, mais justos para que os investidores também tivessem boas vantagens? Quanto a Telexfree, há quem a defenda, eu não tenho pretensões nesse sentido.
Gostaria muito que nosso nobre amigo "incendiário" Gilberto Cardoso, também manifestasse sua opinião, teremos o maior prazer em conhecê-la. Quem concorda curte aí. rssss

Marcelo Pinheiro O PAÍS DA HIPOCRISIA.
É absurda a ineficiência do Poder Público em regulamentar determinadas coisas no Brasil. Eis algumas delas:
1. Cobranças extorsivas de juros pelos bancos (em média 15% a.m. de juros compostos no cheque especial e cartão de crédito). Se eu emprestar dinheiro a 2% a.m. estaria praticando crime. Por que os bancos podem fazer isso com o rótulo de legalidade? Isso explica porque no Brasil apenas 5 mil famílias detém 46% da riqueza nacional (a maioria delas feita de banqueiros com o carimbo da LEGALIDADE governamental).

2. Centenas ou milhares de agricultores do Nordeste brasileiro (só no Trairi foram mais de 30) perderam suas pequenas propriedades rurais para os bancos (com o carimbo da LEGALIDADE governamental) nos últimos anos por não conseguirem livrá-las da hipoteca em face da seca e da corrupção política que traga o pouco de subsídio que há. Não vejo ninguém levantando bandeira contra isso. Por que será? Alguns responderiam como Chicó, do Auto da Compadecida “Não sei, só sei que foi assim!”

3. E o jogo do bicho? Quanto se perde para o jogo do bicho todos os dias no país? (sem pagar impostos) A mãe do meu cunhado deixa 70% do seu salário mínimo na banca do jogo do bicho há mais de 15 anos (quantos mais fazem isso?). Mas o jogo do bicho não é ilegal? Por que o MP não fecha? Estaria alguém do governo lucrando com isso? Dizem que o tal jogo banca a eleição de muitos políticos...

4. E o que falar dos jogos institucionalizados? Só na Mega Sena se perde entre 20 e 30 milhões todos os meses. Para quem? 29% para o próprio governo que edita uma lei dizendo que jogo é ilegal. O resto vai para a mão de alguém escolhido pelo sistema (ninguém fiscaliza a Mega Sena).
Como diz a música dos Engenheiros do Hawaii “Quem ocupa o trono tem culpa. Quem oculta o crime também.”
Sou a favor da legalidade, sim! Agora ela não pode ser hipócrita.

Gilberto Cardoso Dos Santos Agora que vc tá meio nocauteado, Rogério Almeida, é minha vez de entrar no round (rsrsrs). Se a Telexfree é tão nociva como vc diz, não acha que os argumentos do cidadão continuam de pé? "Por que as autoridades não colocam critérios para abertura de empresa neste setor de marketing multinível, tendo em vista que surgem ano a ano novas empresas?" Por que aceita passivamente e recolhe os impostos e só quando tem muita gente já envolvida e com suas finanças comprometidas ela resolve "investir"? Ora, em março houve um parecer favorável de um juiz, corroborando suas atividades. Além disso, mano velho, há estudos que apontam o mesmo caráter piramidal no sistema financeiro mundial. Temos o jogo-do-bicho, claramente ilegal e ninguém faz nada. Há outros sistemas como a PRIPLES, bem mais digno de suspeitas que a Telexfree. No entanto, continua a se desenvolver livremente. Quando resolverão interferir?

Nilson Rocha Marcelo Pinheiro, disse tudo e mais um punhado. Eu queria que o Rogério Alméida ou outros entendessem, que a manifestação de uma opinião não é necessariamente fazer opção por A ou B.


Rogério Almeida Caro Nilson, é realmente uma pena que você tenha se ofendido. Não escrevi com esse objetivo, e sim para tentar esclarecer alguém que demonstra claramente um forte sentimento de indignação pelo que aconteceu à Telexfree. Foi isso que entendi, e pelo motivo já exposto. Duas coisas quero ainda mencionar. Primeiro: isto aqui é um debate (reclame com Gilberto, pois foi ele quem o abriu!), e um debate deixa de ser bom quando descamba para o lado pessoal. Se existir algum bom motivo para que eu venha aqui colocar palavras na boca de estranhos, por favor, avise-me, pois até agora não achei nenhum. O que me interessa é cuidar para que ninguém mais caia no golpe da Telexfree. Todo o resto, neste contexto, não me serve de nada, e entre todas as coisas a que menos me serviria seria implicar contigo. Aliás, a facilidade com que você se ofendeu me leva ao segundo ponto: um pouco de humildade faz muito bem em todos os aspectos da vida, sobretudo para que a gente seja capaz de admitir que nem sempre escreve claramente. Acredito que o teu texto não exija mais que um neurônio pra ser compreendido. O que exige bem mais que um neurônio é a compreensão de que os textos às vezes admitem interpretações totalmente diferentes da intenção de seus autores. Se essa informação for complexa demais pra você, terei prazer em ceder-lhe o meu único e ainda por cima incompetente neurônio. Quem sabe dobrando a atividade cerebral você não resolve o problema? Enfim, vamos ao que interessa. FORA TELEXFREE!

Rogério Almeida Gilberto, é claro que está tudo podre no sistema financeiro mundial e, sim, concordo com a necessidade de estabelecer regras, mas daí a incentivar e defender mais um sistema errado, é um passo que ninguém deveria dar!

Joao Maria Medeiros Boa tarde, amigos! Posso me intrometer neste assunto? Gostaria de analisar as palavras do amigo ROGÉRIO ALMEIDA, quando diz: "Banqueiro nunca serviu de padrão moral e ético, mas mesmo assim eles têm uma vantagem em relação ao Telexfree: ninguém que venda uma casa e aplique na poupança perderá o seu investimento (a não ser que o Collor esteja por perto...)." Acho difícil alguém vender uma casa ou outro bem, depositar na poupança e comprar outra casa ou outro bem equivalente ao que vendeu. Temos vários exemplos de pesoas que enderam suas terras( propriedades rurasis)aaui e que ao depositarem os valores na poupanca, nunca mais compraram sequer uma proprieddae menor do que a que vendeu. Quem saiu perdendo? QUEM SAIU PERDENDO? QUEM SAIU GANHANDO? ISSO NÃO É UMA PIRÂMIDE FINACEIRA?

Gilberto Cardoso Dos Santos Vamo ficar tranquilão, Nilson RochaRogério é sangue bom tb. Segura a onda. É nóis.

Rogério Almeida Ô, Gilberto! Tais feito minino véi, é? rsrsrs A gente já encerrou a polêmica, rapaz!

Joao Maria Medeiros Já está encerrado, é Rogerio? Responde o que te perguntei...

Rogério Almeida Oi, João Maria! Tudo bom, rapaz? Tentarei ser tão direto e sucinto quanto possível. Antes de mais nada, precisamos esclarecer alguns pontos de vista, mesmo que ao fazer isso a gente acabe repetindo o óbvio (que, como vimos acima, nem sempre é óbvio rsrsrs)
1) Assim como todos neste debate, abomino os bancos e o sistema financeiro mundial. 

sexta-feira, 28 de junho de 2013

SÃO JOÃO PEDRO NO MUSEU - Gilberto Cardoso dos Santos


Antigamente havia
O São João da Boa Hora
E o povo se divertia
Como não se vê agora
pois o tempo foi passando
Tudo se modernizando
Ficando artificial
O forró não tem mais graça
Pois só fala de cachaça
E de coisa imoral

O Museu Auta Pinheiro
De novo quer resgatar
Um São João mais verdadeiro
De caráter popular
Com quadrilhas, com balões
bandeirinhas, foguetões
E sanfoneiro animado
com danças e brincadeiras
E o brilho das fogueiras
Iluminando o passado.

Dona Cleudia e seu esposo
Se esforçaram para dar
Um São João maravilhoso
Ao povo deste lugar
E graças à prefeitura
E aos amantes da cultura
Isto se tornou possível
Que esta noite nos encante
Seja de fato brilhante
E se torne inesquecível.

hoje é noite de alegria
No Museu Auta Pinheiro
De se entregar à folia
do santo casamenteiro
É tempo de esquecer
As tristezas do viver
É noite de gratidão
De olhar o céu estrelado
E dar um viva animado
A São Pedro e São João!

quinta-feira, 27 de junho de 2013

O PAÍS DA HIPOCRISIA - Marcelo Pinheiro



segunda-feira, 24 de junho de 2013

EM DEFESA DE DILMA E DO BRASIL - Luciana Araújo




Holanda, 23/06/2013

Caro Amigo e admiravel professor : Gilberto Cardoso

Venho por meio desse expressar em poucas palavras toda essa indignaçao popular, quero ser breve para não tornar o texto fastioso.
O movimento passe livre deu um impulso ao sentimento de impunidade que existia na populaçao brasileira,fez viva a voz de um povo sofredor, os 0,20 centavos cobrados a mais despertou na população e nos demais movimentos existente no Brasil outros motivos para reclamar da elite politica por um Brasil mais justo!
Chega de corrupção! Desde o momento que fomos invadidos (porque não posso dizer que o Brasil foi descoberto), começamos a ser explorados, escravizados e alienados! Essa alienaçao parece que foi contagiando as geraçoes futuras, e os que estavam contra  geralmente era perseguidos, preso e morto como foi caso de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, se olharmos um pouco a fundo no Brasil a palavra democracia nunca foi praticada aqui,para entender melhor o que eu quero dizer é melhor saber o que significa a palavra DEMOCRACIA: Democracia ("demo+kratos") é um regime de governo em que o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos (povo).
Vamos analisar então o passado do Brasil:
Descoberta: compreende, tradicionalmente, o período desde a chegada dos portugueses até os dias atuais, embora o seu território seja habitado continuamente desde tempos pré-históricos por povos indígenas. Após a chegada de Pedro Álvares Cabral, capitão-mor de expedição portuguesa a caminho das Índias, ao litoral sul da Bahia em 1500, a Coroa portuguesa implementou uma política de colonização. Houve democracia: NÃO!
Imperialismo: Aos catorze anos, em 1840, Dom Pedro de Alcântara(filho) teve sua maioridade declarada, sendo coroado imperador no ano seguinte, como Dom Pedro II. No final da primeira década do Segundo Reinado, o regime estabilizou-se. As províncias foram pacificadas e a última grande insurreição, a Revolta Praieira, foi derrotada em 1849. Houve democracia? NÃO!
Proclamação da Republica: À noite, na Câmara Municipal do Município Neutro, o Rio de Janeiro, José do Patrocínio redigiu a proclamação oficial da República dos Estados Unidos do Brasil, aprovada sem votação. O texto foi para as gráficas de jornais que apoiavam a causa, e, só no dia seguinte, 16 de novembro, foi anunciado ao povo a mudança do regime político do Brasil. Houve Democracia?  NÃO!
Regime Militar: O Regime Militar, a pretexto de combater a subversão e a corrupção, suprimiu direitos constitucionais, perseguiu e censurou os meios de comunicação, extinguiu os partidos políticos e criou o bipartidarismo. Houve Democracia? NÃO!
presidencialismo:  é um sistema de governo no qual o presidente da república é chefe de governo e chefe de Estado. Como chefe de Estado, é ele quem escolhe os chefes dos grandes departamentos ou ministérios. Ele quem escolhe? será que eu estou entendendo direito? Mais uma vez houve democracia? NÃO!
E justamente por essa questão do político brasileiro ter os plenos poderes para escolher: Criar e modificar  leis, com sanção do Presidente da República;
- Aprovar e ou modificar projetos de lei com origem no Executivo;
- Convocar plebiscitos e autorizar referendos;
- Analisar os relatórios referentes à execução dos programas de governo do executivo;
- Apreciar os atos de concessão e funcionamento de emissoras de televisão e rádio;Estabelecer planos de desenvolvimento nacionais ou regionais (com sanção presidencial),Etc, etc e etc...Quer dizer tudo isso se volta em torno deles mesmo, do vereador ao presidente!
A meu ver não precisamos de outro presidente, é tirar um canalha e colocar outro, precisamos de uma modificaçao no carater das pessoas que se candidatam a cargo politicos,essa é a grande diferença entre um governo feito na Europa e governo feito no Brasil. Bem que hoje em dia a politica em modo geral no mundo todo tem corruptos. 
E qual seria o rumo a seguir? parece nao ter solução, mais claro que tem!
Dilma tem uma excelente formação politica,ela veio da classe baixa e de um golpe militar, foi perseguida e com certeza sabe mais do que ninguém o que é querer se expressar e lutar por ideais coletivos é preciso que se faça que ela escute as vozes que emana do povo e que faça valer nossa vontade!! Infelizmente tem muito oportunista infiltrado no meio destes manifestos, com ideias totalmente contrarias do interesse do povo. 
*NÃO QUEREMOS DILMA FORA!! QUEREMOS SIM QUE ELA FAÇA O PAPEL DELA DE NOS REPRESENTAR DIANTE DO CONGRESSO NACIONAL.
* NAO QUEREMOS DITADURA, QUEREMOS SIM UMA REFORMA POLITICA JÁ, ESSE REQUISITO É PARA ONTEM! 
*O BRASIL ACORDOU SIM! MAIS NAO PARA DESTRUIR PATRIMÔNIO E FAZER VANDALISMO, ISSO OS POLÍTICOS JÁ FAZEM! 
*NÃO QUEREMOS VIOLÊNCIA, QUEREMOS QUE AS REGALIAS DOS DEPUTADOS E SENADORES, PREFEITOS E VEREADORES SEJA CORTADOS E ELES RECEBAM O QUE MERECEM, ASSIM COMO TODO BOM TRABALHADOR BRASILEIRO...DEI O MEU RECADO, TOU CERTA OU TOU ERRADA?

Apesar do pronunciamento dela ter me decepcionado muito devemos seguir como a cançao diz: Vem vamos embora que esperar não é saber, quem sabe faz a hora não espera acontecer!
Meus cumprimentos!

Luciana C. de Araújo

sábado, 22 de junho de 2013

DOS MALES, DILMA É O MENOR - João Edilson


ONDE ESTÃO OS MEUS ARTISTAS? - Marcos Cavalcanti




POUCA PALAVRA, ALGUMA IDEIA - Teixeirinha Alves


Gilberto,

Seguindo os exemplos dos inigualáveis Renan Pinheiro e Maurício Anísio (a quem quero muito bem!), vou postar abaixo breves palavras sobre o que penso sobre as manifestações que abalam nosso país.
Aplaudo a bela história que esses jovens estão construindo com suas próprias mãos. Condeno o vandalismo que prejudica e desvirtua os movimentos, e depreda nosso patrimônio. E desconfio de que os partidos de oposição ao governo Dilma estão por trás disso tudo.
“Pode ser que sim, mas também pode não!”

Abraço!

sexta-feira, 21 de junho de 2013

VANDALIZAR É PRECISO? - Renan Pinheiro


Fico profundamente triste de ver gente justificar os ataques e depredações dizendo que são parte da luta pelas reivindicações. Por favor, não são os bens dos corruptos que vocês estão destruindo, mas o patrimônio de comerciantes que procuram ganhar a vida honestamente e preciosidades como o Teatro Municipal de SP, a primeira Sé do Rio e o Itamaraty, que caso ninguém saiba abriga uma bela coleção de arte! Quais serão os próximos alvos? O Museu Nacional de Belas Artes? A CSN? O Santuário Nacional de Aparecida (estou até com medo de dar ideias...)?
Parem de fazer pseudoteorizações e encarem a violência pelo que ela realmente é, violência. Não estamos na primavera árabe, e sim num governo que tem deficiências, mas é de natureza democrática. Seria horrível para o país se ele fosse deposto, está na hora desse movimento deixar de ser uma hidra e ter um comandante que o controle.
O que é que move tanto ódio? A ideia pseudomarxista de que toda riqueza é gerada de forma ilícita? Onde está a prova de que isso é verdade? E cadê o princípio de que todos são inocentes até prova em contrário, essencial para qualquer democracia?

Do jeito que estão as coisas, tenho minhas dúvidas se, como já postei outras vezes, não tem gente defendendo o assassinato cruel da família real Romanov (mesmo que se recorde de que entre eles estavam três garotas indefesas e um menino hemofílico e frágil) como sendo necessário para consolidar a revolução socialista russa. A raiz do argumento é a mesma.
Renan II de Pinheiro e Pereira".

OS GASTOS DO PODER LEGISLATIVO - Maurício Anísio


Caro Gilberto,
bom dia.
Observando os últimos movimentos sociais no País, me veio uma ideia. O poder executivo, nas três esferas, já tem bastante controle social: o poder legislativo, as ong's, os Conselhos etc. Mas quem controla as Câmaras Municipais? Não está na hora da sociedade se organizar para controlar os gastos do poder legislativo? Se algum jovem quiser iniciar esse movimento, conte comigo.
Maurício Anísio.

CARTA ABERTA AOS ARTISTAS - Marcos Cavalcanti


Por que os intelectuais e os artistas de “expressão nacional”, aos quarenta do segundo tempo, ainda não entraram em campo, quando a nação, vestida de verde e amarelo, joga a sua mais expressiva partida dos últimos 21 anos? Por que não se fazem protagonistas de seu tempo num evento fundamental para a democracia, para a formação da consciência política nacional, sobretudo a de tantos jovens nascidos na era pós-impeachment? Não são os artistas os primeiros a protestarem na televisão, no rádio, na imprensa de um modo em geral, quando a liberdade de expressão é posta em xeque ou está sendo ameaçada? Por que estão tão silenciosos e inexpressivos? O quê os trancam nos armários da indiferença? A resposta a estas questões talvez esteja relacionada com a palavra “medo”, mas não o temor de também serem alvos das balas de borracha ou das bombas de gás lacrimogêneo que pululam nos confrontos eventuais que escapam aqui e ali ao controle nas manifestações que têm caráter eminentemente pacífico. Não, não é da violência repressiva do aparato estatal que têm medo; também não é o receio de serem exilados do país. É talvez um outro exílio que os amedrontam. É a possibilidade de se verem órfãos das benesses governamentais que financiam projetos personalíssimos e milionários com o dinheiro público por meio das leis de isenção fiscal e que favorecem também grandes conglomerados empresariais e midiáticos (notadamente as que beneficiam o setor da música, do audiovisual). É também o medo de serem preteridos ou boicotados como atrações dos eventos festivos de massa patrocinados pelos cofres municipais, estaduais ou nacionais, cujos cachês são simplesmente astronômicos. Não vislumbro outra razão para justificar essa apatia, esse imobilismo por parte da classe artística brasileira.
Como diz a clássica canção de Geraldo Vandré, “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. É muito fácil bancarem os heróis da pátria quando convidados para programas de auditório. Nesses picadeiros, sentem-se a vontade para na condição de “arautos da nação”, dispararem as suas metralhadoras giratórias na mira de alvos genéricos como: “precisamos melhorar a saúde e a educação; não aguentamos mais tanta corrupção e impunidade em nosso país, etcetera e tal.
Artistas brasileiros, despertem do torpor que os imobilizam e venham para a rua mostrar a sua cara, a sua criatividade, a sua liderança, a sua voz, o seu carisma solidário junto aos jovens que tanto os admiram e que necessitam de referências nas quais possam confiar. Esses novos caras-pintadas não autorizaram os partidos políticos, não autorizaram líderes partidários a serem seus porta-vozes, mas certamente os autorizariam nessa interlocução pelo que a arte representa na transformação das ideias, na condução conscienciosa, isenta, apartidária e pacífica rumo a um país melhor. Concito-os a saírem para a luta por um novo Brasil, a se darem os braços, a cantarem com os jovens, sob pena da classe artística passar para história, nesse movimento, como cega, surda e muda. Viva ao ativismo que sempre fez parte da história artística de nosso país. Artistas entrem no jogo. A hora é essa!

Marcos Cavalcanti

VÁ PRAS RUAS RECLAMAR, É SEU DIREITO MAS NA PAZ SEM USAR DO VANDALISMO - Adriano Bezerra



    • O gigante acordou esse é o jargão
      Que ouvimos pelas ruas do Brasil
      Pois o povo com garra e com perfil
      Já cansado de tanta humilhação
      Se uniu fez corrente ergueu a mão
      Pra lutar por um basta no cinismo
      De políticos sujos que com egoísmo
      Só legislam se for pra ter proveito
      Vá pras ruas reclamar é seu direito
      Mas na paz sem usar do vandalismo.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

TROTE NA DELEGACIA E OS CRIMES VIRTUAIS EM SANTA CRUZ - Gilberto Cardoso dos Santos


Como se não bastassem as ondas de assaltos, furtos e assassinatos em Santa Cruz, temos também os crimes virtuais.
Na semana passada, 11, quando fui fazer o boletim de ocorrência do sumiço de minha biz, enquanto aguardava o atendimento, meu celular tocou.

Uma voz de barítono disse-me que sabia onde estava minha moto. Perguntou-me se estava disposto a pagar determinada quantia para reavê-la. Enquanto conversávamos, coloquei no viva voz e  avisei por gestos ao policial Valmir o que estava ocorrendo. O cara deu detalhes da praça; disse que deixaria a biz diante do shopping, em frente à lojinha de DVDs. Mas antes eu deveria fazer um depósito na Casa Lotérica, numa conta que ele me passaria. A conta seria de uma pessoa falecida, de quem ele guardava o cartão e a senha.
Disse-lhe que estava muito grato, que nem importava saber quem era. Apenas queria que ele deixasse a biz em determinado lugar. Em seguida eu faria o depósito. Expliquei-lhe que era apenas por precaução, só para ter certeza que não se tratava de um trote, pois alguém poderia ter visto os dados sobre o shopping e a praça nalgum blog, bem como meu telefone (afinal, como ele teria conseguido meu número?).

Ele retrucou:
- Blog? O que é isso?
Expliquei-lhe que me referia à Internet, mas ele, tentando mostrar-se desatualizado disse “Não sei o que é isso não, moço.”

Fui conversando com ele, seguindo as orientações do policial, até que a ligação caiu. Era um trote.
Depois conferi e descobri que o número era de Brasília.
Abalado como estava, poderia ter sido fácil cair na conversa dele. Ainda bem que desconfiei.
Uma amiga minha, a quem muito prezo, caiu numa dessas. Pessoas que têm o coração bom, generosas, caem facilmente nesses golpes. O excesso de bondade as torna vulneráveis, mais que os outros.

A conversa foi mais ou menos assim:
- Olá, prima, tudo bem? Que bom falar com você...!
- Olá... mas qual é o primo com quem tô falando?
- Não acredito não, prima! Não vá dizer que não está reconhecendo minha voz!
- É Paulinho?

- Isso mesmo, prima! Eu sabia  que você ia reconhecer. Que saudade!
- Diga aí, Paulinho! Quanto tempo! Como vai a família, tá bem?
- Tá tudo bem, prima... mas eu tô ligando por causa de um probleminha. É que eu tô indo aí pra sua região, mas aconteceu uma zebrinha durante a viagem. Tô precisando de mil e quinhentos reais pra consertar o carro... blá bla blá
E o depósito foi feito.
Imagine a dor da perda de um dinheiro conseguido a duras penas e, principalmente, a tristeza por ter sido feito de idiota. Essas pessoas não são dignas de crítica. Qualquer um, dependendo do momento e da habilidade de quem está do outro lado da linha, pode cair numa dessas.

Soube, através do BLOG DE HÉLIO SILVA de outra que perdeu mais dois mil reais numa dessas conversinhas de pé de ouvido.

Todo cuidado é pouco. Vivemos numa selva tecnológica e muito temos a temer dos da mesma espécie.
Se acaso receber algum telefonema falando de sequestro de algum querido, com pedidos de ajuda ou parabenizando-o por tirar na sorte grande... respire fundo e procure usar a razão. Emoções nessa hora só atrapalham.

Mais do que nunca, devemos atentar para o conselho bíblico: “Maldito o homem que confia noutro homem.” Cuidado com o que postam no Facebook e em outras redes sociais. Alguns não soltam um pum sem comunicar isso aos seus contatos.


Para as conterrâneas e conterrâneos já que foram lesados, fica a nossa palavra de consolo: de alguma maneira, o prejuízo dos que fizeram isso será maior do que o vosso. Resta a vocês a habilidade para conseguir mais.

A FLOR QUE ÉS - Mia Couto


A flor que és,
não a que possa comprar,
te venho oferecer.

MIA COUTO

quarta-feira, 19 de junho de 2013

O ESTOURO DA MANADA HUMANA


Caro Gilberto,
Creio que em algum diálogo que tivemos já falamos sobre essas questões que afetam o País. Eis um bom momento para refletirmos sobre a atuação de nossos dirigentes maiores e as injustiças sociais, que são profundas e insolúveis nesse modo de produção capitalista. Alguém se iludiu até hoje, por falta de conhecimento ou por querer esconder o sol com uma peneira, e não vê que não estamos numa sociedade democrata, apesar da liberdade de expressão. Se discute muitas asneiras, mas na hora de se colocar o sino no pescoço do faro-fino muitas desculpas aparecem. Gostaria que a APOESC abrisse um debate científico sobre os novos fatos sociais que estão acontecendo em nosso Brasil. Não sei aonde vai parar tudo isso. Não percebo um rumo definido. Sei que querem mudanças. Mas quais mudanças? Quem muda, tira alguma coisa de algum lugar. O quê tem que ser alterado? O quê já envelheceu? Qual o novo que surge? É Revolução ou Reforma? É possível reformar o carcomido? Tem-se que destruir esse modo de produção ou pode ele ser reformado?
Caro Gilberto, não irei individualizar esse debate. É uma questão social, não pessoal. Vamos ver o todo, para não percamos em ver a árvore e esquecermos a floresta.
Maurício Anísio.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Religião versus Prática - Gilberto Cardoso dos Santos

A Naílson Costa e sua mãe, a quem tanto ama.


Religião e teoria são quase sinônimos. Por isso, escolhi este título.
O que me fez desejar escrever este texto foi uma cena vista nessa manhã: Um filho acompanhava a mãe já velhinha, dando-lhe a devida atenção e suporte. Conheço bem o filho e sei que ele não é muito chegado a igrejas. Aliás, o pouco que vai à igreja é para fazer companhia à mãe. Por amor a ela, ouve pacientemente sermões que às vezes lhe soam indigestos. É um filho que continua tão ligado à mãe quanto quando lhe estava no ventre: apenas mudou de lado.

Vi-o a seguir com a senhora idosa e voltei ao tempo em que viveriam situações inversas: a mãe, paciente, esperando pelos passos lentos do filho ainda trôpego. Quem sabe, talvez, ali por aquelas mesmas ruas...  Talvez passeie com a mãe para atender-lhe um desejo que julga desnecessário, mas quer vê-la feliz, assim como ela procedia quando ele era pequeno e pedia para passear.

Trata-se de um irreligioso que segue à risca o que prescreve o quinto mandamento: “Honra teu pai e tua mãe”. Aquilo não necessita vir da Bíblia para penetrar-lhe o espírito: já está escrito em seu coração.

Que mais espera uma mãe idosa, cheia de achaques e feridas da alma feitas ao longo da vida, quando a morte já golpeou tantos entes que lhe eram tão caros? Resta-lhe a esperança de poder contar com o carinho de um filho; de ter alguém que lhe segure a mão enquanto completa a travessia.

Resta-lhe, talvez, o poder contemplar aqueles que lhe saíram do ventre, felizes como ela os concebeu desde o tempo em que ainda brincava de bonecas; restam-lhe alguns beijos e abraços e a esperança de ver pelos olhos embaçados “o fruto do penoso trabalho de sua alma”.

Este de quem falo é alguém que atingiu os alvos estabelecidos pela mãe: casou, construiu uma família bem ordenada, tornou-se benquisto pela sociedade e financeiramente não tem do que reclamar. Mas a possibilidade que ele tem de usufruir dos prazeres terrenos muitas vezes é substituída pelo prazer de estar com sua mãe. O mundo lhe oferece asas e a amplidão, mas ele prefere retornar ao ninho.

Ele sabe quão precioso é cada segundo que lhe resta ao lado dela. Seu olhar transpira gratidão quando busca lucidez naqueles olhinhos carinhosos ilhados nas rugas. Tudo que ele é deve a ela e ao inesquecível pai.
Em direção contrária, vão aqueles que tentam colocar a obra de Deus em primeiro lugar e negligenciam obrigações com a família. Estes, amam tão intensamente a religião quanto aqueles que não cuidaram do homem ferido no caminho de Jericó porque tinham pressa de chegar ao templo.

Nessa mão contrária vai o pregador de uma igreja que visitei recentemente. Fui para fazer companhia a um irmão carnal que nos visitava. A pregação estava boa. Teoria bonita que arrancava améns e aleluias. No final, o pregador pôs tudo a perder. Falou-nos de sua mãe. Obviamente, ocupado com a obra, não podia cuidar dela. Disse-nos o quanto ela sofria (parece-me que tinha câncer) e que a consolara com as seguintes palavras: “Nada posso fazer pela senhora, mãe. Entrego nas mãos de Deus, pois só Ele que tudo pode resolver.”

Aquilo, foi como que um espirro forte num bolo de aniversário recém-enfeitado. Foi como nadar, nadar... e morrer na beira da praia.
“NADA podia fazer?!”, perguntava-se meu irmão indignado depois do culto.  “NADA”, respondia eu com ironia.

Quanto ao amigo que pacientemente passeava com sua mãe pela rua da feira, sei que ele não espera, como recompensa por isso, herdar um lugar no céu. Também não é o temor do inferno que o move. É simplesmente amor. Gratidão. Aliás, céu pra ele é estar com os seus, principalmente com sua mãe. E o inferno começa quando ele se põe a pensar em muitos adeuses definitivos que ainda terá que dar...
Já outros, que têm um inferno a temer e um céu a desejar, não encontram nisto motivação suficiente para cumprir o quinto mandamento. Hipocritamente falam de um Deus que é Pai, e de Maria que é mãe, mas vivem longe do sentimento filial.

Não são religiosos no sentido de estar ligados a Deus, mas teóricos da fé.
Deus pai, que não se engana, sabe que estes o paparicam não com amor de filho, mas como aqueles que visam receber a grande herança... Ele sabe que, caso fosse dispensável como os pais terrestres em sua velhice, também seria lançado num asilo...

Todavia, esqueçamos os exemplos negativos. Fiquemos com os bons samaritanos modernos, aqueles que pouco conhecem a letra da lei, mas a vivem em sua essência. Deem-nos suas bênçãos, filhos bons! Continuem a pregar para nós que frequentamos os templos! Enquanto acontecem os serviços religiosos, façam companhia àqueles que necessitam de vossa presença. O Deus que se transubstancia na hóstia também estará no abraço e no aperto de mão que sustém o corpo frágil.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

LIBERDADE - Lindonete Câmara




Sem liberdade, sem alma!
Sonhos sem ousadia
Num espaço agrilhoado
Vida nefasta mutilada.

Com liberdade, com alma!
Sonhos bucólicos latentes
No espaço dos ventos, voam!
Há vida na gente, vida serena.

O eco incansável da liberdade
Ressoa heróica sabedoria
Felicidades e centelhas ilimitadas
Transbordam nos rios de alegria.

Liberta! Desfolhas vida viçosa
Na brisa e nas dançantes nuvens
Espalhando gotículas jocosas
Abundância de livre alma andante.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

SHOWS DE SEU DEDÉ E DA GALINHA PINTADINHA NO CANDINHA BEZERRA - Edgar Santos

EXCELENTE PROGRAMAÇÃO CULTURAL NESTE FINAL DE SEMANA NO TEATRO CANDINHA BEZERRA:
SÁBADO DIA 15 DE JUNHO A SUPER COMÉDIA COM O SHOW DE "SEU DEDÉ A CARA DO HUMOR POTIGUAR" ÁS 19 HORAS
 

DOMINGO GRANDE ESPETÁCULO INFANTIL  REALIZAÇÃO DE IDEARTE PRODUÇÕES QUE TRAZ  O SHOW INFANTIL A GALINHA PINTADINHA, ÁS 17 HORAS



ESSE SHOW FOI APRESENTADO NO TEATRO ALBERTO MARANHÃO, EM MOSSORÓ E EM VÁRIAS CIDADES DO RN E DA PARAÍBA E AGORA EM SANTA CRUZ